<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss'><id>tag:blogger.com,1999:blog-24229485223331236</id><updated>2009-10-14T07:14:46.226-07:00</updated><title type='text'>Table Soccer</title><subtitle type='html'>P.O.Box 2473 Aquebogue, NY USA  11931-2473
Paul Bosco (631)375-7374</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://nytablesoccer.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24229485223331236/posts/default'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nytablesoccer.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>NY TABLE SOCCER</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02588065314139690020</uri><email>futeboldemesa@live.com</email></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>21</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24229485223331236.post-8465846540846341162</id><published>2008-11-27T13:45:00.000-08:00</published><updated>2008-11-27T13:51:36.983-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Futebol de Mesa'/><title type='text'>De Volta ao Futuro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Quando começamos jogar o Futebol de Mesa aqui nos Hamptons, conjunto de pequenas cidades localizadas, ao sudeste de Long Island, New York, USA – para quem desejar nos localizar no mapa, Southampton – somente haviam dois times de “brinquedo” mas logo, logo, pesquisando na internet descobrimos diversos fabricantes no Brasil e iniciamos a importação de material e times. Esperava com ansiedade os botões que pareciam lindos e eficazes nas fotos mas que na realidade se apresentaram uma grande decepção. Insistindo nas pesquisas, felizmente descobrimos o FuteboldeMesaNews.com.br e por conseguinte o Edu Botões. Por nossa influencia, todos os que realmente se interessaram de inicio, adquiriram com ele, Edu, os botões com a mesma padronização de tamanho e etc... pois acreditava que assim os técnicos se nivelariam aumentando a qualidade dos jogos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acertei quanto à qualidade dos botões e continuo a recomendá-los dentro do padrão que, com minha experiencia, acredito serem os melhores e aqueles que com eles jogam, pouco a pouco, com treinamento, disciplina e participação, não decepcionaram fazendo belas partidas e gols cada vez mais difíceis. Hoje temos times com as camisas do Santa Cruz, Fluminense (dois técnicos), Benfica, Botafogo, Palmeiras, América Mineiro e outros a caminho. Difícil descrever a alegria quando recebi meu time do Botafogo com as exatas cores que escolhi, angulações etc.. e também, com eles, consegui bons resultados e alegrias embora à época que com eles jogava, as mesas que construímos e que foram nosso orgulho não se adaptaram e daí, pensávamos que eram os botões e lhes fizemos algumas alterações, sem resultado. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5273457390348252130" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 149px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_r68uPJ43VXM/SS8Vjnnds-I/AAAAAAAAAOU/hDqbiBYzUzU/s320/botafogo.jpg" border="0" /&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pesquisando e trabalhando para encontrar soluções, finalmente temos hoje, os campos que acredito, fariam inveja a quaisquer clubes no Brasil, assim como a adaptação nas bolas e, indo mais além, a adaptação da regra 12 toques para atender à dinâmica com que realizamos nossos jogos (confira nossos vídeos clicando no logo no rodapé do nosso blog).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, ... ha sempre um mas ... em verdade nunca consegui me adaptar aos novos botões, respeito a tecnologia, aprecio o lindo design e principalmente o fato de todos os botões destes times deste novo século serem exatamente iguais, permitem que o técnico use quaisquer um em situações de ataque ou defesa com a mesma precisão. Como já relatei em outras colunas, lá antigamente, no meu tempo, todos tínhamos times onde raramente haviam dois botões exatamente iguais e mais ainda, no meu caso eram botões de coco misturados com outros de galalite e fichas de ônibus, portanto, diversos tamanhos, alturas, ângulos de bainha e, naturalmente, peso que interfere fundamentalmente no desempenho técnico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu time atual, todos de casca de coco “importados” da Bahia e carinhosamente por mim confeccionados usando os modernos recursos de ferramentas facilmente disponíveis aqui neste pais que se intitula primeiro mundo, todos os meus pupilos têm, em conseqüência, pesos, alturas e angulações diferentes mas como foi com botões similares que joguei anos e anos somente me sinto à vontade com eles, fazendo jogadas que dão alegria e impressionam a quem assiste, entretanto, à exceção de gols para os quais é sempre necessário determinados botões para cada situação e ainda, cada um necessita de pressão e angulação de palheta especifica e embora sejam quase sempre um colírio, enfrentar quem pode chutar sempre com da mesma maneira, a desvantagem é enorme.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5273458040033947186" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 149px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_r68uPJ43VXM/SS8WJb4mrjI/AAAAAAAAAOk/Ew2uRTgWCpw/s320/coco.jpg" border="0" /&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Então, pensei e tentei experimentar voltar para o futuro usando meus botões de fábrica, iguais aos demais aqui existentes nivelando as chances nos chutes a gol. Não deu certo, eles não me obedecem, não conseguem fazer as mesmas jogadas, lances em profundidade, o toque sutil, as bolas de efeito, as recuperações seguras mesmo dentro da área, as viradas e passes precisos. Tenho tudo o que preciso, o time dos meus sonhos, nos entendemos perfeitamente e não desperdiçamos nenhuma jogada mas o gol ... o gol eles insistem que não gostam de chutar por chutar, fazer gols somente para vencer, e quem deve chutar em gol são os atacantes e nem sempre eles estão em boa posição ou estão marcados com rigor pois alguns adversários já perceberam o nosso ponto fraco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apos muita reflexão, ponderando os pros e contras, decidimos não voltar ao futuro, permanecer fiel aos bons tempos do passado e não se aviltar com o presente que não nos pertence.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em breve, anunciaremos no blog o nosso futuro, futuro que eu, técnico, e meus inseparáveis jogadores de coco tomaremos.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24229485223331236-8465846540846341162?l=nytablesoccer.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nytablesoccer.blogspot.com/feeds/8465846540846341162/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=24229485223331236&amp;postID=8465846540846341162' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24229485223331236/posts/default/8465846540846341162'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24229485223331236/posts/default/8465846540846341162'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nytablesoccer.blogspot.com/2008/11/de-volta-ao-futuro.html' title='De Volta ao Futuro'/><author><name>NY TABLE SOCCER</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02588065314139690020</uri><email>futeboldemesa@live.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='18380138135884144068'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_r68uPJ43VXM/SS8Vjnnds-I/AAAAAAAAAOU/hDqbiBYzUzU/s72-c/botafogo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24229485223331236.post-5247109276906486150</id><published>2008-05-06T11:31:00.000-07:00</published><updated>2008-05-06T11:34:27.354-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Futebol de Mesa'/><title type='text'>Um Gol para não esquecer</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Existe jogo mais sem graça do que este que ai no Brasil chamam de “totó” e aqui os americanos chamam erradamente de Table Soccer.  A tradução literal é Futebol de Mesa e essa é nossa área.  ... é! … os aficionados giram a manivela e empurram a bola de pingue-pongue para o buraco chamado gol, aí o outro faz a mesma coisa com o outro lado tentando impedir a bola de passar, girando e empurrando a manivela com violência para no fim alguém vencer pelo rotineiro placar de 26 a 25 ou 39 a 35.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem querer desmerecer este jogo, eu entendo que cada qual têm sua mania mas, por favor, não comparem este brinquedo de bar de sinuca com o Futebol de Mesa e mais, aqueles que vieram do “totó” para o Futebol de Mesa, bem-vindos entretanto, por favor, adaptem-se porque nós somos um esporte, não simplesmente um jogo das horas vagas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós, os chamados, merecidamente Botonistas, somos aqueles que semeiam, cultivam regando e colhem resultados bonitos como as jogadas trabalhadas, os passes precisos, os efeitos, os toques delicados recuperando uma bola perdida, os lançamentos em profundidade, as tabelinhas, o cuidado com a distribuição tática dos botões no campo, o lustre constante nos “pupilos”, a disciplina no aprendizado das regras e por fim, o gol bonito, resultado de uma boa semente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja vídeos:  &lt;a href="http://www.youtube.com/nytablesoccer"&gt;www.youtube.com/nytablesoccer&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos o que somos, copiadores do Futebol do Campo de Grama, acredito que seja impossível se apaixonar pelos Botões sem gostar de futebol, usamos as mãos, mas penso que temos de imitar o melhor possível aqueles que usam os pés e, principalmente aqueles que tratam a bola de couro com arte assim poderemos tratar a bola de feltro com o mesmo carinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entendo que em torneios ou campeonatos onde a tensão aflora em razão de que a perda de um jogo ou pontos, pode significar a desclassificação de seguir adiante em busca do título, dai, qualquer chute após a linha divisória é válido pois, estatisticamente, quem mais chuta a gol maior a possibilidade de conseguir o objetivo que é colocar a bolinha lá dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nestas condições especiais, dificilmente haverá placares do tipo ”totó” e assim a atual regra dá chances aos menos experientes.  Mas em jogos amistosos eu, que já criei e institui a linha de impedimento – foto - e até agora tenho tido a aprovação dos companheiros acabando assim, definitivamente creio eu, com as discussões em torno do problema impedimento, gostaria de ir mais além, convidar a quem se considera Botonista a testar em jogos amistosos chutes a gol somente após a bola cruzar esta linha, pois creio que assim aqueles que já possuem alguma experiencia teriam que se esmerar em desenvolver sua arte tocando a bola até próximo ao gol e ai sim, conseguir um gol que seja, mas que vai lhe dar o que pensar e guardar na memória aquele lance bonito, conseqüência de um trabalho, esforço e dedicação só comparado ao Futebol de Verdade.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24229485223331236-5247109276906486150?l=nytablesoccer.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nytablesoccer.blogspot.com/feeds/5247109276906486150/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=24229485223331236&amp;postID=5247109276906486150' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24229485223331236/posts/default/5247109276906486150'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24229485223331236/posts/default/5247109276906486150'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nytablesoccer.blogspot.com/2008/05/um-gol-para-no-esquecer.html' title='Um Gol para não esquecer'/><author><name>NY TABLE SOCCER</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02588065314139690020</uri><email>futeboldemesa@live.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='18380138135884144068'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24229485223331236.post-3786960181394876713</id><published>2008-05-06T11:26:00.000-07:00</published><updated>2008-05-06T11:30:22.111-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Futebol de Mesa'/><title type='text'>Atirem as Pedras</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Sensacional eu diria, pois não encontro outro termo.  Já a alguns anos venho lutando comigo mesmo, uma luta íntima de: ser ou não ser, ou melhor, estar ou não estar certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste mundo onde cada ser é completamente diferente um do outro, onde cada um luta em manter suas opiniões e paixões, sem abrir mão de suas vontades e caprichos por orgulho ou por se achar o dono imperioso da verdade, sem ouvir ou considerar a opinião do próximo, nem mesmo por curiosidade da experiência é que, por muito tempo mantive, no Futebol de Mesa, meus pensamentos e idéias trancadas na caixinha junto com os meus inseparáveis times de botões de coco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora que, por acidente e ajuda do alto, descobri essa janela para o mundo que se chama BLOG, mesmo que ninguém olhe para dentro da minha janela &lt;a href="http://nytablesoccer.blogspot.com/"&gt;http://nytablesoccer.blogspot.com&lt;/a&gt;, eu continuarei escrevendo, expondo para quem quiser me julgar, minhas experiências neste mundo plano, de madeira e pintado de verde onde rola uma bolinha cabeluda, vinte e dois jogadores e dois técnicos com as mais variadas ações, reações e emoções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já escrevi em uma de minhas loucuras, chamadas colunas, um trecho em – Jogando Botões III – onde dei vazão ao meu incômodo de ver possíveis e interessados candidatos a técnicos de futebol de botões, guardarem humilhados suas caixinhas no fundo de uma gaveta esquecida. Se você é pai e vai jogar bola com o filho que têm as pernas menores do que a bola, você não lhe dá um drible que o faz cair sentado, não lhe chuta a bola em cima para não machucá-lo, você sim, deixa que ele sinta o gosto de chutar, você finge deixar a bola passar por entre suas pernas e feliz, grita: Goooool do Júnior…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, você que já passou por tantas emoções, porque não, então, “ajeitar” seu jeito de jogar e ver seu amigo “babar” de felicidade, desenvolver sua habilidade, de se apaixonar pelo esporte e, crescendo, se tornar um técnico com experiência para que você possa enfrentá-lo de igual para igual e ai sim, você também poderá “babar” e gritar em sua vitória, vitória sobre alguém que também sabe jogar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se me permitem, gostaria de enfatizar este pensamento lembrando como me iniciei ou melhor, como me iniciaram na difícil arte do jogo de xadrez.  Um saudoso amigo, amigo de meu também saudoso pai, me convidou um dia para jogar xadrez em sua residência, eu que já tinha assistido a algumas partidas, achava interessante, conhecia as regras básicas mas não tinha nenhuma prática.  O amigo de meu melhor amigo, que mais tarde viria prefaciar meu primeiro livro, explicou-me algumas táticas e começamos a jogar.  Ele, além de muito inteligente, tinha experiência em pequenos torneios de fim de semana, além de estudar e praticar jogadas sozinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentados frente à frente e na maior concentração, ele jogava enquanto eu mexia as peças, ele dizia: observe e aprenda e chegávamos ao fim, muita das vezes empatados e por vezes ele derrubava o rei dizendo que em algumas jogadas à frente ele não teria como conseguir o xeque-mate – muito mais tarde descobri a “mentira” incentivadora -.  Muito jovem ainda e acreditando que jogava xadrez e ao invés de observar mais, estudar e treinar me arrisquei em um torneio e fui eliminado no terceiro movimento do primeiro jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em resumo e voltando ao nosso tabuleiro verde onde as peças são os nossos botões, eu coloco a pergunta se eu teria continuado amante do xadrez se o meu amigo, experiente que era, logo de início tivesse me arrasado com inúmeros xeque-mates seguidos, fazendo me crer que eu nunca conseguiria ganhar dele ou de ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro desta filosofia de que devemos ser cuidadosos e pacientes com àqueles com menor experiência incentivando-os e permitindo que eles também joguem, eu tive um prazer ímpar quando na em uma quarta-feira congelante (19/12/07) à noite em nosso &lt;a name="PVW"&gt;clubinho&lt;/a&gt; foram realizados três jogos amistosos sem nenhuma pretensão de conquista e eu, que havia premeditadamente, reduzido o tamanho do meu goleiro, torcia para que acreditassem e levassem na brincadeira a estória que eu criara sobre o goleiro frangueiro do meu Botafogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que perceberam mas esta coluna visa lavar a minha alma pois o objetivo foi alcançado, fizeram gols, ganharam, vibraram, brincaram, relaxaram e um deles, desaparecido do campo por muitos meses, comentou com o sotaque mineiro: ¾ é muito bom, é muito divertido… e eu acredito que posso afirmar: ¾ acho que com mais alguns truques e esse vai se apaixonar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu manchei o esporte, aqueles que espantam possíveis técnicos do Futebol de Mesa, que atirem as pedras.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24229485223331236-3786960181394876713?l=nytablesoccer.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nytablesoccer.blogspot.com/feeds/3786960181394876713/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=24229485223331236&amp;postID=3786960181394876713' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24229485223331236/posts/default/3786960181394876713'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24229485223331236/posts/default/3786960181394876713'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nytablesoccer.blogspot.com/2008/05/atirem-as-pedras.html' title='Atirem as Pedras'/><author><name>NY TABLE SOCCER</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02588065314139690020</uri><email>futeboldemesa@live.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='18380138135884144068'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24229485223331236.post-7184619930875106605</id><published>2007-12-16T09:20:00.000-08:00</published><updated>2007-12-16T09:42:54.472-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Futebol de Mesa'/><title type='text'>O Milagre no Futebol de Botões</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;by paulo h bosco&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Carlos não se sabe como, nasceu botonista, desde muito pequeno adorava brincar com os botões que sua mãe, costureira, armazenava em sua caixa de costura. Já no primeiro ano na escola pública ouvia de colegas que conheciam o Futebol de Botões, que os meninos das escolas particulares jogavam nos finais de semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele que morava no alto do morro, bem ao lado do campo do América, sempre que podia, se dependurava no barranco para assistir aos treinamentos daquele que é o mais simpático do Rio de Janeiro. Mais um dia em sua rotina, foi até lá pois não haveria aula e o dia estava lindo, morno e agradável, mas para sua surpresa, até a pirambeira estava lotada, era um jogo treino do Flamengo … sabia-se lá por que cargas d’água eles estavam treinando lá. Todo mundo queria assistir ao mais querido, ver os craques de perto, foi então que um garoto, bem vestido até, e que deveria estar lá dependurado por não ter conseguido ingresso, gritou: (após o Zico dar um baile na defesa e perder o gol) … _ &lt;em&gt;O Zico …. Oooo Ziiicooo … essa nem meus botões de defesa perderiam …&lt;/em&gt; foi ai que o Zé, sempre tímido, arriscou a pergunta:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Você joga botão? _ Claro! E você? _ Ah! Eu também! _ Qual o seu time? _ Botafogo _ E o seu? _ Flamengo, claro … Olha! Você poderia ir lá em casa para jogarmos um clássico. _ Éééé … eu gostaria muito mas meu time, sabe, está em treinamento na casa de um primo meu. _ E é longe? _ Muito longe, não da pra buscar&lt;/em&gt;. Mentiu sem graça e já arrependido, pois não fazia parte de sua educação a mentira, fosse qual fosse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ &lt;em&gt;Então eu posso lhe emprestar um dos meus times, você joga com os meus reservas e fazemos um jogo treino até que o seu primo lhe devolva o seu Botafogo. _ Esta combinado então&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zé Carlos viveu naqueles dias que antecederam a visita à casa do novo amigo, um misto de ansiedade, curiosidade, medo e ao mesmo tempo o remorso da mentira. Chegou o dia, chovia aquela garoa enjoada e bem típica do inverno carioca. Chegando à casa, se benzeu e tocou a campainha, atendeu à porta um senhor de cabelos grisalhos e cachimbo na mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ &lt;em&gt;Pois não? _ Meu nome é José Carlos, me chamam OiZé e fui convidado pelo Augusto para um jogo treino, … ele esta? _ Estou, mas não me lembro! &lt;/em&gt;Brincou impressionado com a educação daquele menino simples que batia à sua porta e, diante de seu espanto, logo esclareceu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ &lt;em&gt;Não me leve a mal, também me chamo Augusto e o Augustinho esta lá no quarto de brinquedos esperando por você … bemvindo à nossa casa e boa sorte, você vai precisar porque meu filho é muito bom neste jogo… Mas apenas me esclareça a curiosidade, porque “OiZé”? _ Ah! É assim, todo mundo que passa por mim diz: Oi Zé! E assim ficou OiZé….&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;OiZé, diante daquela mesa verdinha e vários times coloridos e perfeitamente organizados em uma prateleira, não conseguia expressar seu espanto e entusiasmo, estava sonhando acordado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ &lt;em&gt;Olha OiZé, você terá que esperar para o nosso jogo treino, um amigo lá da minha escola virá hoje para jogar um clássico muito importante comigo e ele deve estar chegando. Quando o jogo terminar, tomamos um lanche e depois faremos o nosso treinamento&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salvo pelo gongo, pensou OiZé, assim ele poderia observar e ver na prática como em verdade era o jogo e as regras de que tanto ouvira falar nas conversas com os colegas de escola. O clássico era o Fla-Flu, começou com forte disposição de ambos. OiZé parecia estar se preparando para um exame de final de ano, tamanha a sua concentração, seus olhos não perdiam um só movimento, seus ouvidos uma só palavra e ficou impressionado com a vitória do dono da casa por 3 a 1 que demonstrava segurança em sua habilidade, parecia feliz e relaxado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saborearam o lanche servido pela empregada da casa, “Seu” Augusto, dava umas cachimbadas e observava de longe e com prazer aquele menino mirrado e simpático, de roupas surradas, mas muito limpas e passadas a ferro, unhas e cabelos aparados; era bem pobre com certeza, mas muito bem educado, à mesa e ao se dirigir às pessoas. Ótima companhia para seu filho, pensava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O momento chegou …&lt;em&gt;Este é um jogo treino para observação técnica&lt;/em&gt; comentava Augustinho, e OiZé se esmerava atrapalhado com a palheta, quando esta escapulia de seus dedos ou o botão não saia do lugar …_ &lt;em&gt;desculpe, é falta de treino&lt;/em&gt; _ &lt;em&gt;O Flamengo se prepara para o grande clássico contra o Botafogo&lt;/em&gt;. Augustinho, empolgado por ter conseguido alguém com quem poderia treinar e jogar. Por sua vez, “Seu” Augusto que sempre se mantinha à distância, tanto para não interferir quanto para deixar o novo amiguinho de seu filho à vontade, ao fim do jogo, ou melhor, do treino, se aproximou e notando a visível falta de experiência do convidado, perguntou: _ &lt;em&gt;Ah! OiZé! Qual o seu time? _ Botafogo! _ E por que você não o trouxe?&lt;/em&gt; Augustinho se apressou em responder, não notando o rosto imediatamente vermelho de OiZé o que não passou despercebido pelo pai, que logo desconversou evitando embaraço maior.&lt;em&gt; _ Volte sempre que desejar, a casa é sua.&lt;/em&gt; _ &lt;em&gt;Obrigado, desculpe qualquer coisa&lt;/em&gt;, e lá foi OiZé subindo o morro, flutuando em seus sonhos _ &lt;em&gt;Puxa! Quase fiz um gol&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo passa, os jogos treinos continuam e a desculpa para o time não aparecer, fica cada vez mais dificil. Seu pai é ferroviário, gostaria de realizar os sonhos do filho amado, além de recompensá-lo por ser estudante aplicado, mas a vida dura não da direito a sonhos materiais. Era dezembro, a data difícil se aproximava, José Carlos nunca lhe pedira nada e não acreditava, assim como os demais meninos do morro, em papai noel; mas quando Zezinho lhe trouxe o boletim que demonstrava, mais uma vez, que tinha passado de ano com boas notas, arriscou a pergunta: _ &lt;em&gt;Meu filho, o que você gostaria de ganhar neste Natal&lt;/em&gt;? _ Esperou a resposta com a mão gelada e ela veio sem rodeios: _ &lt;em&gt;Um jogo de botões de madrepérola nas cores do Botafogo&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um alivio para quem imaginava uma bicicleta, assim, dia seguinte começou a se inteirar sobre o que era um jogo de botões. Conseguindo o endereço de uma fábrica, foi até lá decidido a fazer feliz o natal do filho, mas, para sua surpresa aquelas bolachas redondas, mais a tal da palheta, goleiro, balizas, bolas e etc., tinham o preço de uma bicicleta. Nunca mentira ao filho e não seria daquela vez, chegou em casa e disse: _ &lt;em&gt;Filho, o presente que você pediu e merece muito, esta acima de nossas condições no momento e espero que você compreenda. Reze ao todo poderoso que nos de saúde e não nos falte trabalho pois assim que for possível, eu lhe compro seu jogo e lembre-se, Jesus proteje sempre bons meninos como você.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;O nosso botonista nato não ficou triste, compreendia a situação, mas tinha um problema, sua primeira mentira na vida tinha se tornado um pesadelo, falasse a verdade ao seu novo amigo, certamente não seria mais convidado a jogar o que seria uma perda muito grande em sua vida sem diversão. O que faria então?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminhava sem rumo e, passando por uma igreja, entrou, aproximou-se de um grupo de senhoras que estudavam o evangelho, pediu licença e perguntou:&lt;br /&gt;_ &lt;em&gt;As senhoras poderiam me ensinar como faço para fazer um pedido a Jesus&lt;/em&gt;?&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Eu não sei rezar muito bem e nunca encontro as palavras certas e bonitas para me dirigir a Ele. _ Ora meu filho&lt;/em&gt;,- respondeu uma delas – &lt;em&gt;simplesmente fale com Ele, Ele é todo ouvidos, principalmente com as crianças.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;José Carlos se animou e resolveu fazer sua prece sentado em um banco da praça e em voz alta foi falando: "&lt;em&gt;Jesus, sou eu. Olha, eu sei que não mereço porque eu contei aquela mentira pro me novo amigo, se você puder me perdoar, eu gostaria que você me conseguisse um time de botões, qualquer um e deixasse lá em casa. Jesus, você pega uma caneta que eu vou dizer onde fica&lt;/em&gt;" e, continuou: “&lt;em&gt;você vai seguindo em frente e quando passar a ponte, você entra na segunda estradinha de terra. Não vá errar, tá?"&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Os que estavam por perto achavam interessante aquele monólogo. Alguns, no entanto, mal podiam conter o riso. Mas ele, continuava: _ "&lt;em&gt;Andando mais uns vinte minutinhos, tem uma vendinha. Pega a rua da mangueira que o barraquinho em que eu moro é o último da rua. Pode entrar, não tem cachorro. Olha, Jesus, a porta está trancada, mas a chave fica embaixo do capacho. O senhor pega a chave, entra e deixa o time na mesa. Mas, olha só Jesus, por favor não esqueça de deixar a chave de novo embaixo do capacho, senão eu não consigo entrar&lt;/em&gt;."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terminada a oração, ele foi para casa. Ao entrar, sua mãe lhe disse: _ &lt;em&gt;Deixaram uma caixa para você, tomei o maior susto, cheguei em casa mais cedo e vi que a porta estava aberta e alguém dentro de casa colocando uma caixa em cima da mesa, perguntei o que estava fazendo aqui e ele muito educado disse que era o pai de um amigo seu e estava trazendo uma encomenda, me entregou a chave pedindo que lhe informasse porque não a estava deixando debaixo do tapete&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;_ Zé Carlos abriu o pacote e sorrindo disse: _ &lt;em&gt;é o meu time de madrepérola, preto e branco, como eu sonhava.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;_ &lt;em&gt;Como é o nome deste senhor?&lt;br /&gt;_ Ah! É Jesus e acho que ele também é botafoguense, acertou direitinho nas cores…&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5144627049155037330" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_r68uPJ43VXM/R2VjCzbAiJI/AAAAAAAAAAc/SEPef8qkCfM/s200/Milagre+no+Futebol+de+Botoes.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Aos botonistas, meus agradecimentos pela paciência em ler as minhas colunas e um Feliz Natal a todos, especial aos “pouca prática” daqui de cima, aos Colunistas, leitores e amigos do Futebol de Mesa &lt;a name="PVW"&gt;News&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/nytablesoccer"&gt;http://www.youtube.com/nytablesoccer&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24229485223331236-7184619930875106605?l=nytablesoccer.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nytablesoccer.blogspot.com/feeds/7184619930875106605/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=24229485223331236&amp;postID=7184619930875106605' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24229485223331236/posts/default/7184619930875106605'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24229485223331236/posts/default/7184619930875106605'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nytablesoccer.blogspot.com/2007/12/o-milagre-no-futebol-de-botes.html' title='O Milagre no Futebol de Botões'/><author><name>NY TABLE SOCCER</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02588065314139690020</uri><email>futeboldemesa@live.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='18380138135884144068'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_r68uPJ43VXM/R2VjCzbAiJI/AAAAAAAAAAc/SEPef8qkCfM/s72-c/Milagre+no+Futebol+de+Botoes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24229485223331236.post-2155503514905087518</id><published>2007-12-16T09:18:00.000-08:00</published><updated>2007-12-16T09:20:19.798-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Futebol de Mesa'/><title type='text'>Goleiro Carlos Castilho</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;by paulo h bosco&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase um ano de luta, de espera, de esperanças, de sonhos, de ansiedade, de trabalho de convencimento aos desmotivados e de paciência com aqueles que não dão nem uma bolinha de feltro para aqueles que só desejam alegria e alegrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Sr. Eduardo, leia-se “Edu Botões”, em bate-papo através do “Skype”, nos encheu de alegria compromissando-se em trocar gratuitamente todos os times que aqui, nossos amigos “pouca prática” encomendaram e receberam times diferentes daqueles que têm feito sucesso nas mãos daqueles “muita prática”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recolhemos todos os times “diferentes” e por emissário especial ao Brasil, o nosso Bi-Campeão (Luiz Francisco), enviamos tudo inclusive, um botão de nosso time como modelo da perfeição, igual a maioria dos times que temos aqui, todos fabricados pelo Edu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quiz o nosso correio brasileiro, com faz rotineiramente, sabotar nossos planos e desparecer com tudo, deixando a cargo de nosso emissário a responsabilidade de todo o custo de reposição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, novamente foi enviado um botão, cercado de todas as garantias postais, para a confecção dos times perdidos. – sòmente esperamos que o funcionário que nos fez essa maldade, pelo menos, faça bom uso do botões –  … Mas, voltando ao nosso drama, essa ducha fria, esfriou ainda mais nossos corações já congelados nessa terra de cegos do futebol.  Ainda assim, apesar das idas e vindas de nosso emissário e a demora na solução desse problema, finalmente chegam os novos Fluminense (RJ) – camisa tricolor, Santa Cruz (PE) e América (MG, todos iguais aos já famosos que aqui já se encontram, Botafogo (RJ), Fluminense (RJ) – camisa branca, Benfica e Palmeiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi nessa expectativa do é hoje, é amanhã, que se passou o curtíssimo verão aqui no rabo leste da ilha longa do estado de Nova York (se desejar ver no mapa clique em Southampton – Long Island, NY) … e, foi aproveitado para a construção  de uma nova mesa nas medidas ideais e com um estilo diferente e moderno com o patrocínio de um tricolor roxo, ou melhor, vinho-verde-branco, e projeto deste colunista, botafoguense que ainda resiste ao desânimo e vontade de pendurar a palheta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como toda a idéia nova, a falta de prática e uso de materiais inadequados complicaram o projeto.  O resultado final não ficou de acordo com os nossos planos, no entanto, ficou registrada a experiencia, o que deu certo e o que deu errado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na fase de decoração, o patrocinador e dono do local sede do NY Table Soccer,  o Carlão (Carlos Mattos), decidiu por justa homenagem, batizar o novo “Estádio” de Carlos Castilho e para a festa de inauguração, agora com três novos times, novinhos e folha e adequados às nossas condições (mesas), pensamos em um torneio reunindo os três novos times, além dos campeões Botafogo, Fluminense e Flamengo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo pronto … nova decepção, os Santa Cruz , América e Flamengo, nem mesmo ligaram avisando da ausência … Mas a festa está nos alegres corações dos apaixonados pelo Futebol de Mesa e o esforço não foi em vão.  Carlão com o Tricolor e o Paulo com o AlvinEgro, fizeram a festa, o jogo inaugural e por essas coisas que só acontecem quando o Botafogo está envolvido, a partida se deu igual à inauguração do Engenhão no Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlão, que patrocinou, fez o primeiro gol inaugurando e homenageando seu ídolo o Goleiro Cláudio Castilho (vide Vídeo) e o Paulo que projetou o aprovado campo, teve a alegria do registro da primeira vitória.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/nytablesoccer"&gt;http://www.youtube.com/nytablesoccer&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Felizes aqueles que têm a alegria no coração, foi muito bom, para mim foi especial, ficará guardado na minha coleção de jogos inesquecíveis e para o Carlão tenho a certeza de que a satisfação de possuir uma mesa onde poderá registrar muitos gols também ficará marcado para sempre aquele momento de quando a fantasia imitou a realidade … e, quanto ao Senhor Cláudio Castilho, de onde estiver, receba nossas homenagens singelas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24229485223331236-2155503514905087518?l=nytablesoccer.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nytablesoccer.blogspot.com/feeds/2155503514905087518/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=24229485223331236&amp;postID=2155503514905087518' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24229485223331236/posts/default/2155503514905087518'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24229485223331236/posts/default/2155503514905087518'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nytablesoccer.blogspot.com/2007/12/goleiro-carlos-castilho.html' title='Goleiro Carlos Castilho'/><author><name>NY TABLE SOCCER</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02588065314139690020</uri><email>futeboldemesa@live.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='18380138135884144068'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24229485223331236.post-283900545209646682</id><published>2007-12-16T09:12:00.000-08:00</published><updated>2007-12-16T09:17:57.355-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Futebol de Mesa'/><title type='text'>Sonhando Brasil</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;by paulo h bosco&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Acredito que faz parte da índole do ser humano, sonhar e de ante mão gostar daquilo que ele não conhece. Posso garantir que muitos de nossos conterrâneos no Brasil sonham em viver nos Estados Unidos assim como posso garantir também que, depois de algum tempo e após conherecem as dificuldades de se viver em um país que não o nosso, passamos a achar que tudo é melhor em nosso país de origem. Está dentro de nós, nunca estamos satisfeitos com o que temos e assim queremos sempre mais e melhor.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Desde que descobrimos o FuteboldeMesaNews sonhávamos com os torneios, campeonatos e tudo aquilo que nos contam os diversos links existentes no site falando sobre as extraordinárias experiencias e aventuras em centenas de grupos de botonistas espalhados por esse Brasilzão de Deus.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sempre achamos que nosso grupinho, que aqui desenvolveu seu próprio estilo, e em razão da dificuldade na comunicação entre as varias nacionalidades, adaptou as regras condensando, minimizando e simplificando para facilidade de tradução era o subnitrato do nada comparado com os grupos organizados no Brasil.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A cada dia crescia o desejo de saber como e de que forma jogam os nossos compatriotas, se soubéssemos tentaríamos copiá-los aproximando ao máximo os estilos, a interpretação das regras, as jogadas, os gols e tudo aquilo que sempre sonhamos…“lá deve ser o máximo”! Assim, eis que chega a oportunidade, e um de nossos campeões vai ao Brasil e se inscreve e participa do:&lt;br /&gt;APROFUME-RJ III TORNEIO BENEFICENTE COPA SÃO JORGE&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;… No 12 Toques tivemos a participação de 13 atletas de 6 clubes (APROFUME, Flamengo, Hamptons Table Soccer (EUA), Olaria, Petropolitano e River), e o pódio foi formado por: …&lt;br /&gt;Organizados que somos, preparamos uma linda camiseta com o logo do NY Table Soccer, cartões coloridos com nossos endereços, telefone, e-mail etc. …mas eis que a emoção e a ansiedade do nosso representante era muito grande e com tudo preparado, esqueceu o material promocional e como o torneio era muito longe de casa, não deu pra voltar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Participou de três partidas, conseguiu arrancar um empate, mas agora o mais importante era o nosso “espião” contar o que tinha visto, afinal, como se deu a realização de tudo aquilo que ha tempos temos sonhado! … Estupefatos, ouvimos em silêncio profundo, silêncio como aquele que se “ouviu” em 1950 quando o Brasil sofreu o segundo gol na decisão. Estávamos aturdidos, boquiabertos, estáticos sem acreditar naquela narrativa detalhada e decepcionada … não era possível … onde então estavam os nossos heróis? Onde estavam aquelas jogadas maravilhosas, os gols impossíveis os técnicos com seus super botões? Onde estavam aquelas mesas incomparáveis e as formas estudadas de distribuição dos times em campo? Onde? Onde? Estavam esses botonistas fantásticos? …&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Bem, o sonho se desfez. Mas, … Valeu? Valeu! … Valeu pela incomparável receptividade, amabilidade e espírito de cooperação dos nossos queridos irmãos, valeu pelo esforço, pela organização, pela dedicação desinteressada de poucos e a participação de muitos … valeu sim principalmente pela ação caritativa do evento mas se me permitem comparar o futebol de ontem e de hoje, o jogo de botões de ontem e de hoje, meus irmãos, me desculpem a franqueza, se desejarem conhecer a real “emoção” em um jogo de botões, não será necessário voltar ao passado, apenas, venham nos visitar pois somos pura vibração na forma como desenvolvemos nossa própria forma de jogar espelhadas nos craques do campo gramado ou seja, lançamentos em profundidade, passes longos de um lado a outro do campo, distribuição livre dos botões, quinze minutos em cada tempo, e outras muitas jogadas livres desenvolvidas pela imaginação de cada um, totalmente liberadas, livres das correntes existentes nas atuais regras.&lt;br /&gt;Assim, continuaremos com as nossas próprias regras, simples, adaptadas das “doze toques”, das dezessete regras do futebol mundial e, principalmente, brindadas com muita imaginação.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A liga NY Table Soccer agradece sinceramente à APROFUME-RJ pela oportunidade.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24229485223331236-283900545209646682?l=nytablesoccer.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nytablesoccer.blogspot.com/feeds/283900545209646682/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=24229485223331236&amp;postID=283900545209646682' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24229485223331236/posts/default/283900545209646682'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24229485223331236/posts/default/283900545209646682'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nytablesoccer.blogspot.com/2007/12/sonhando-brasil.html' title='Sonhando Brasil'/><author><name>NY TABLE SOCCER</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02588065314139690020</uri><email>futeboldemesa@live.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='18380138135884144068'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24229485223331236.post-6588053725586363644</id><published>2007-12-16T09:01:00.000-08:00</published><updated>2007-12-16T09:03:14.450-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Futebol de Mesa'/><title type='text'>Coisas que só acontecem com o Botafogo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;by paulo h bosco&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Dia desses, recebi um e-mail, devo dizer, “e-mail circular” do Sr. Renato lá das Alagoas, pedindo informações de como jogar o Futebol de Mesa.  Já ia responder quando pensei: “Então, como é que se joga? Existe um manual de como jogar? Como segurar a palheta?”.  Desisti de escrever, melhor, pensei que afinal, provavelmente muitos interessados possam estar na mesma situação do Sr. Renato mas não tiveram a humildade de perguntar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho então que devo tentar fazer algo e farei, Sr. Renato de Maceió, farei um ensaio fotográfico com textos explicando da melhor maneira possível, a minha experiencia esperando que outros botonistas, possam ajuntar detalhes e informações ao trabalho que pretendo iniciar.  Por enquanto então, peço apenas paciência e no meio tempo vamos papear sobre o assunto, sobre o Futebol de Mesa que é um ótimo remédio para a saúde mental sem nenhuma contra indicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito seriamente que o mais importante em um jogo, seja lá amistoso ou torneio ou treino, o que realmente faz todo o  sentido é sentir o clima, jogar com o coração, jogar toda a emoção em cima da mesa, fazer de seu time parte de sua vida, fazer dele um brinquedo querido para não perder nunca o nosso lado criança, infantil, inocente fazendo nosso coração saudável, mantendo sempre um espírito alegre nas vitórias ou nas derrotas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como a maioria desta nossa turma daqui desta nossa região congelada, também deixou que o frio, o céu sempre cinzento, o sistema de imigração nazista e a má vontade que paira nos corações americanos lhes corroesse a alma, sobrou apenas alguns muito poucos que mantém a chama da alegria inocente acesa e é com esses poucos que faço tudo o que posso para patrocinar uns &lt;a name="PVW"&gt;joguinhos&lt;/a&gt; e torneios relâmpagos lá no meu estádio Nílton Santos, alçapão alvinegro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, nestes últimos dois meses, realizamos três torneios, regados a pizza, o primeiro foi lá na minha humilde varanda – fechada – com a temperatura abaixo de zero, o segundo lá na garagem sofisticada e climatizada de um bilionário com o patrocínio do gerente da propriedade, técnico do Benfica e agora o último, torneio primavera onde o meu Botafogo conseguiu o primeiro lugar, perdendo para o Fluminense invicto, porque:&lt;br /&gt;“há certas coisas que só acontecem com o Botafogo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O técnico do Fluminense, bicho papão de quase todos os torneios, ganhou o segundo – o da garagem elegante – cujo o time é o mais viajado do mundo, pois seu técnico passa um mês no Brasil e um mês aqui nos USA e o leva pra lá e pra cá … mas, surpreendentemente perdeu o primeiro quando o herói foi o técnico do Santa Cruz jogando com o time reserva, reconhecidamente inadequado para as novas mesas.  Mas então, hão de perguntar: Como? A resposta é simples, ele mantém acesa a chama, a chama da alegria de jogar, de ser feliz, de brincar com os amigos deixando longe, pelo menos naquelas horas, as agruras do dia dia… e aí perguntei: “poxa, você acaba de receber do Brasil um time sofisticado porque ainda não o trouxe para o campo?” Ele, calmo como sempre, respondeu que assistiria pela tv o jogão Botafogo e Vasco – não me convidou – e iria colocar seu time para assistir ao jogo, parte da preparação e treinamento para os futuros torneios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é o espírito de que falo. Somente estes personagens poderão extrair o sumo da magia que é o jogo de botões.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24229485223331236-6588053725586363644?l=nytablesoccer.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nytablesoccer.blogspot.com/feeds/6588053725586363644/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=24229485223331236&amp;postID=6588053725586363644' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24229485223331236/posts/default/6588053725586363644'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24229485223331236/posts/default/6588053725586363644'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nytablesoccer.blogspot.com/2007/12/coisas-que-s-acontecem-com-o-botafogo.html' title='Coisas que só acontecem com o Botafogo'/><author><name>NY TABLE SOCCER</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02588065314139690020</uri><email>futeboldemesa@live.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='18380138135884144068'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24229485223331236.post-1210274135597516630</id><published>2007-12-16T09:00:00.000-08:00</published><updated>2007-12-16T09:01:27.718-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Futebol de Mesa'/><title type='text'>Revanche na Eternidade</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;by paulo h bosco&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito que quando se aproxima a hora de pendurar a palheta, nossa memória, já enfraquecida, começa a relembrar pedaços da vida, vivida entre botões, mesas, amigos, bolinhas, redes, torneios, amistosos e “causos” que marcaram nossa trajetória por detras de nossas palhetas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cursava o primeiro ano ginasial, no Colégio Dois de Dezembro no Meier, cidade do Rio de Janeiro.  Era o primeiro ano em que passamos a usar calças compridas em nosso uniforme caqui.  Eu, embora não pertencesse ao grupo das feras invencíveis - leia a coluna Um Domingo de Paixão -  era, de certa forma famoso pois morava na mesma rua Peçanha da Silva, lá no alto de onde se descortina os bairros do Cachambi, Maria das Graças, Jacaré, Engenho Novo e Meier.  Os rapazes lá do alto, fizeram nome entre os lá de baixo pois, além de serem exímios jogadores (também no futebol de salão) jogavam com botões fabricados em casa e quando desciam a ladeira para torneios, ninguém mais tinha chance.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, como eu servia de “sparring” e sempre participava de nossos torneios de rua, ou melhor, de avenida como chamavam uma vila de apartamentos e casas bem em frente onde eu morava, também herdei a fama entre os garotos da minha idade, no colégio e bairros vizinhos, como o Paulinho dos botões de coco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi então que, um colega da turma do colégio, Humberto …guri muito legal, gordinho, franjinha loura, sério, estudioso e muito bem educado, me convidou para uma partida em sua casa no bairro Maria das Graças. Depois de me explicar as condições do jogo, as regras em que estava habituado, o campo e sobre seu time comprado em São Paulo; curioso, mas sem muito entusiasmo, aceitei pensando … adversário diferente, time diferente, campo diferente … o que tenho a perder?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Combinamos que seria na sexta seguinte após as aulas e, por volta das cinco da tarde, lá fomos nós, pegamos o onibus para chegar mais rápido -  ele pagou – enquanto isso conversávamos sobre os nossos times.  Ele já tinha ouvido falar de meus botões e de meus gols nem sempre ortodoxos e também ouvira que eu não era um “técnico” temível, daqueles que nem deixam o adversário pegar na bola mas afinal, dizia ele, jogar com alguem lá da turma da rua de cima seria, com certeza, uma experiencia inédita e sua mãe (dele) ficaria orgulhosa, principalmente se ele ganhasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos, meio sem graça pedi licença ao entrar – houve um tempo em que as pessoas eram educadas – fui apresentado à senhora que imediatamente nos convidou à copa para saborearmos refresco de maracujá e bolinhos e biscoitos que ela preparara para, segundo ela, aquela ocasião especial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terminado o maravilhoso lanche, eu já nem me lembrava o que estava fazendo lá, quando ela pediu ao filho que fosse trocar de roupa, algo mais comfortável, afinal, ele deveria estar bem preparado para enfrentar o Paulinho da turma lá de cima.  Como ele reagiu dizendo não ser necessário, ela quase o obrigou com aquele olhar de mãe que ninguem contraria. Enquanto esperávamos a volta de nosso “gorduchinho” ela gentilmente me ofereceu mais refresco e meio sem jeito disse: “olha Paulinho, eu sei da fama de voces que jogam botão quase todos os dias, disputam torneios e até são convidados para jogos em bairros afastados, sei que voces teem muita experiencia e uma habilidade fora do comum comparando com os outros meninos … sei que voce teem liberdade de andar de bairro em bairro porque voce está sempre em compania de rapazes mais velhos que certamente protejem voce e outros da sua idade, o Humberto não teem essa liberdade pois sou muito medrosa, meu filho único, faço tudo para que ele tenha tudo em casa e este jogo representa muito para ele, assim, se não for pedir muito, não jogue tudo o que voce sabe, faça ele se sentir que também é um bom jogador” … técnico, eu corrigi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O campo era no chão do amplo quarto, linhas pintadas sobre os tacos e balizas lindas que eu nunca tinha visto, “feitas sob encomenda”, ele esclareceu.  A mãe ficou à porta dando forças: “fica calmo meu filho”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começamos o jogo e eu empurrava meu time sem o entusiasmo costumeiro, ele, afinal, jogava bem mas faltava a experiencia em algumas situações. Eu me mantinha na defesa, não arriscava muito e às vezes nem ajeitava o goleiro, no intimo desejava que ele fizesse um gol e a partida terminasse.  O primeiro tempo já estava por terminar e ele com um tiro certeiro da intermediaria, com meu goleiro deixando meia baliza aberta, ele finalmente explodiu de alegria, nunca tinha visto seu rosto tão vermelho e os dentes à mostra sem que a boca se fechasse … me lembro que só tirava notas altas mas nunca vibrou na escola como naquele momento do gol assim como a mãe no beiral da porta era só sorrisos pro seu pupilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O intervalo, foi maior que o normal, já anoitecia e eu teria que caminhar até em casa, e pensava: quase não chutei a gol, se fizesse, teria marcado pelo menos uns dois, mas não quero jogar agua fria no moleque, vou aquentar o segundo tempo, vou brincar de linha de passes e segurar o resultado assim todo mundo fica satisfeito e quem sabe até posso ser convidado para novo lanche.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iniciamos o jogo e não é que logo na saída ele encaçapa outro? A mãe valia como uma torcida organizada, meu amiguinho jogava solto e pra frente e eu só olhava para relógio. Já nos últimos minutos, por erro dele, peguei uma bola rente à linha de fundos, próximo à grande área.  Angulo zero, ele ajeitou o “kepper” e os “becões” – naquela época jogava-se com beques de um centimetro de altura e podia-se move-los nos tiros a gol – chutei meio mordido pelos dois a zero, “assim também não” … a bola bateu na trave, no goleiro, caiu em cima do beque que era abaulado no topo e, caprichosamente, rolou para dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele ficou paralizado, a mãe um tanto assustada em vendo o que eu podia fazer, tratou de incentivar o “bolinha” informando restar pouquissimos minutos e assim …trrrriiiiiiiiimmm … eles se abraçaram, ele suava embora estivesse frio, os dentes à mostra e os olhos brilhando e eu …. aliviado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não fui convidado a voltar, perdi o jogo, fiz um gol para contar como estou contando agora, participei de uma experiencia interessante, fiz uma família feliz, adorei o lanche, meu amiguinho comemorou como se tivesse ganho um campeonato e eu apenas não me esforcei … será isso um pecado? Magoei os deuses do Futebol de Botões? … Acredito que não, afinal, os fins justificam os meios desde que seja para a felicidade geral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se ele ler esta coluna, que saiba que: Valeu! Meu amigo, valeu ver seu esforço por este esporte que não morrerá nunca …quanto a mim, estarei na eternidade te esperando para uma revanche.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24229485223331236-1210274135597516630?l=nytablesoccer.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nytablesoccer.blogspot.com/feeds/1210274135597516630/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=24229485223331236&amp;postID=1210274135597516630' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24229485223331236/posts/default/1210274135597516630'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24229485223331236/posts/default/1210274135597516630'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nytablesoccer.blogspot.com/2007/12/revanche-na-eternidade.html' title='Revanche na Eternidade'/><author><name>NY TABLE SOCCER</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02588065314139690020</uri><email>futeboldemesa@live.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='18380138135884144068'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24229485223331236.post-6072151798409656408</id><published>2007-12-16T08:58:00.000-08:00</published><updated>2007-12-16T09:00:07.812-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Futebol de Mesa'/><title type='text'>Jogando Botões III</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;by paulo h bosco&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ha tempos venho tentando convencer, pelo menos, dois de meus companheiros que são manchetes, que poderiam continuar colecionando taças mas poderiam fazer mais pelo esporte se não colocassem a sede de gols acima das demais razões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se jogassem no Brasil, teriam adversários do mesmo tamanho e, provavelmente, estariam jogando em uma faixa do nível em que se encontram.  Mas, se jogassem em um grupo de experientes botonistas ai no Rio ou em São Paulo, certamente conseguiriam vitórias mas também, possivelmente e merecidamente, poderiam ser derrotados por abusivas diferenças de gols fazendo com que pudessem sentir o gosto amargo da humilhação de uma enxurrada massacrante que uma diferença de sete e dez goals podem fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concordo plenamente que esporte é esporte, que devemos nos esforçar o máximo para dar o melhor de nós mesmos perseguindo a vitória com afinco, esforço e dedicação que todo esporte merece.  Entretanto, uma vez que não temos como criar faixas nas competições uma vez que ainda somos um pequeno grupo de heróis bandeirantes, acredito que aqueles que já possuem a habilidade do gol fácil que pensem na covardia que é um galalau de dois metros disputar uma “pelada” com uma criança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não considero a comparação absurda, observo como alguns se sentem, como quardam ressentidos o desejo de revanche mas que em razão das enormes dificuldades que temos para jogar, principalmente amistosos e jogos treino, é quase impossivel alimentar o sonho de jogar e curtir, ganhar, perder, empatar … jogando sem preocupação e sem amargar, de novo e de novo, uma nova derrota onde só o adversário joga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejo com tristeza alguns se afastando com desculpas que não convencem, desculpas que em verdade tentam acobertar o desejo de esquecer o esporte sem esquecer os amigos.  Estes, para aqueles que não observam, que não enxergam o homem, também desejoso de brincar, guardando os botões na caixinha após outra rotineira derrota, são considerados os sem palavra, sem compromisso ou talvez desinteressados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não vejo assim. Vejo sim que eles são os verdadeiros apaixonados, os verdadeiros desportistas, os verdadeiros botonistas pois se consideram incapazes de vencer, por conseguinte, incapazes de competir e recebem a derrota com elogios aos vencedores.  Estão ali como cobaias e ainda pagam por isso, então, qual a razão de estar ali?   Vejo sim, um problema de dificil solução sem que haja um seminário para discutir o assunto, as regras que são difíceis para quem começa, as diferenças de nivel técnico e, a meu ver, que os invencíveis sosseguem o facho e deem oportunidade, com paciência e atenção para aqueles à margem das vitórias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou à vontade para esculachar, já ganhei mais de uma vez dos invencíveis, já ganhei, perdi e empatei com os que ainda seguram a palheta sem jeito. Não sou o primeiro nem o último, não gosto que desclassifiquem meu gol legitimo, mas também não brigo em razão disso, já fui campeão e já fui desclassificado, já fiz gols incriveis e já tomei gols sensacionais e acima de tudo eu guardo na memória momentos preciosos, na derrota ou na vitória, o que importa para mim é como me comportei na partida, joguei bem? Joguei mal? … Bem! Isto é outro papo, o que importa neste momento em que o esforço em criar e manter um grupo unido jogando futebol de botões está por um fio, ou melhor, pela linha de fundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho a solução, penso e penso e quando uma idéia, timida que seja, me ilumina e tento reparti-la com outras opiniões, as reações são imediatas, impensadas, egoisticas, egocentricas e sempre esperando dos outros a perfeição e colaborando com o: “temos que fazer” mas desde que alguém faça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto existir uma mesa e alguem interessado em jogar, ai eu estarei presente, não me importam taças e medalhas, não me importam vitórias ou derrotas, me importa sim é palhetar os meus botões e sempre que puder ouvir de novo de companheiros em jogos  que perdi ou empatei as frases: “puxa que golaço” ou “você teem o melhor toque de bola que já vi” ou ainda: “foi um jogão” e receber o tradicional aperto de mão ao final do jogo, me basta e, é só e é somente por esta razão que ainda não pendurei a palheta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho cacoete para ser político, não sou comentarista nem repórter, apenas um apaixonado pelo futebol de mesa em fim de carreira.  Juntarei as minhas últimas energias, sacrificarei meu escasso tempo de repouso e farei uma última tentativa para salvar o New York Table Soccer do naufrágio.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24229485223331236-6072151798409656408?l=nytablesoccer.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nytablesoccer.blogspot.com/feeds/6072151798409656408/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=24229485223331236&amp;postID=6072151798409656408' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24229485223331236/posts/default/6072151798409656408'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24229485223331236/posts/default/6072151798409656408'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nytablesoccer.blogspot.com/2007/12/jogando-botes-iii.html' title='Jogando Botões III'/><author><name>NY TABLE SOCCER</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02588065314139690020</uri><email>futeboldemesa@live.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='18380138135884144068'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24229485223331236.post-1172603786087990482</id><published>2007-12-16T08:57:00.000-08:00</published><updated>2007-12-16T08:58:53.331-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Futebol de Mesa'/><title type='text'>Jogando Botões II</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;by paulo h bosco&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi em uma quarta feira à noite, no estádio Mario Filho (Maracanã) que aconteceu o número mil.  Parece que quando se chega perto de algo muito esperado, que marcará nossa vida, a conquista de um objetivo, o tempo se alonga, pedras aparecem no caminho e nossa paciência, perseverança e habilidade com o projeto de vida se tornam mais difíceis de administrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o nosso Pelé, Edson Arantes para os intimos, se aproximou da marca que o consagraria para sempre na história do futebol, as coisas ficaram difíceis, ele que, rotineiramente, fazia gols em quase todas as partidas, teve dificuldades após os 999.  Nenhum goleiro queria ser a vitima e apesar de todos os companheiros de equipe lhe passar todas as bolas, o 1000 não acontecia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela noite de Vasco x Santos, com poucos vascaínos, poucos santistas mas 68000 torcedores do Negão – como dizia o saudoso locutor Jorge Curi – lá estava eu, botafoguense e com muitos gols a lembrar contra o meu time, mas arte é arte, não machuca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela altura já não importava o jogo, o resultado, importava o gol do alívio para ele e para nós, fans do melhor jogador de todos os tempos, do profissional sério e homem de bem. Quiz Deus presentear a todos nós, que a festa fosse no Maracanã (estádio que o Pelé dizia mais gostar), e, principalmente, a providencia reservou o goleiro argentino Andrada do Vasco e mais, que fosse um penalti para que não houvesse demérito para o goleiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele momento mágico, foi incrível mas o que mais ficou gravado em minha memória, foi o gesto magnanimo do goleiro vascaino, que com a bola em suas redes, correu para abraçar o gênio, gesto próprio de um desportista puro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, e meu pupilos, meu time que nasceu das cascas do coco da Bahia, criado por mãos de um exímio artífice e cuidadosamente adaptado por mim, um a um, segundo minhas exigencias mais rigorosas, não teem decepcionado, apesar de algumas derrotas naturais.  Eu, como técnico exigente e perfeccionista usando a experiencia de quando criança e agora, evoluindo as estratégias, buscando sempre a forma mais bonita de jogo, tinhamos também um objetivo, - o gol impossível -.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ha tempos que os que jogam comigo não desprezam mais o preciso posicionamento do goleiro quando chego pelas laterais. Uns dizem: “…com ele não dá pra brincar”… outros, “…com ele voce tem de marcar os pontas” … e certa vez um disse: …”se ele marcar este eu tiro as calças”. Hoje ele não repetiria a frase.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, já não me importavam os resultados das partidas, ganhando ou perdendo o que me trazia alegria de relembrar eram os gols de curva, aqueles com ângulo invisível e as jogadas longas rente às laterais do campo.  Mas o momento sonhado, o momento supremo, tão esperado, pensado e treinado não pode ser programado e acontece sem aviso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Semana passada, eu jogava uma partida classificatória contra o América Mineiro do amigo Carlos, pelo Torneio da Amizade que em verdade é o Torneio Início que aquece as turbinas da turma para o longo campeonato anual de dez semanas.  Meus pupilos jogavam bem, tinhamos um placar favoravel de 3x1 e apenas tocávamos a bola aguardando o apito do cronometro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu adversário -em campo-, dá uma furada na lateral direita (dele), eu, todo lá atrás, tranquilo, fiz o que gosto, buscar em profundidade as bolas perdidas. Meu ponta esquerda, que também joga recuado, chegou na bola com um leve toque mas passou do ponto. Sem opção de passe e com o risco de perder a bola no segundo toque, pensei: “…quem sabe, acertando bem a tangente, com força, ainda posso conseguir um corner atingindo um botão do América…”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por força do habito, pedi para ajeitar, deitei a palheta, através das já fracas lentes de meus oculos, via apenas a meia banda direita da bola, forcei o máximo o meu “Esquerdinha” e aconteceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus olhos não acreditaram, havia uma testemunha, um americano que exclamou surpreso: “Oh My! … this guy is Michael Jordan … this guy play like Tiger Woods” e foi chamar os outros mostrando em outra mesa o que tinha visto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que senti, “em verdade eu vos digo”, foi a imensa alegria pelo imediato abraço e elogios do meu oponente.  Por alguns segundos pude sentir o que o Pelé deve ter sentido e pelo resto da minha vida, vou lembrar e relembrar o gol em que meu jogador passou do ponto.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24229485223331236-1172603786087990482?l=nytablesoccer.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nytablesoccer.blogspot.com/feeds/1172603786087990482/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=24229485223331236&amp;postID=1172603786087990482' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24229485223331236/posts/default/1172603786087990482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24229485223331236/posts/default/1172603786087990482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nytablesoccer.blogspot.com/2007/12/jogando-botes-ii.html' title='Jogando Botões II'/><author><name>NY TABLE SOCCER</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02588065314139690020</uri><email>futeboldemesa@live.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='18380138135884144068'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24229485223331236.post-1598409837679194281</id><published>2007-12-16T08:56:00.000-08:00</published><updated>2007-12-16T08:57:36.874-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Futebol de Mesa'/><title type='text'>Jogando Botões  I</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;by paulo h bosco&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lendo as inúmeras colunas deste nosso querido site e as “fofocas” no “Grito” fico ”cá” a pensar: “só reclama por mais quem tem muito”.  Os brasileiros no Brasil podem comprar botões, dos mais variados tipos, qualidade e preços, em cada esquina.  Podem jogar com qualquer amigo, parente, vizinho, conhecidos e desconhecidos … apesar das conhecidas dificuldades de locomoção, custo e horários conflitantes com o trabalho que todos nos sabemos existir, sempre ha e haverá um jeito brasileiro ou uma nova oportunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, caros leitores (se é que existe algum), tenham piedade de nós e conformem-se se alguma coisa ainda não esta perfeita.  Nós aqui nesta terra do Tio (deles) Sam, temos a mesma sede, os mesmos desejos, a mesma paixão mas em razão das inúmeras dificuldades que enfrentamos e que não cabe aqui enumerar, conseguir um momento para jogar com alguem, que tenha um time e que saiba jogar é uma oportunidade impar e rarissima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No minguado verão em que as condições são propicias, todos estão concentrados de sol a sol, sete dias diretos, como as formigas, juntando o leite das crianças para enfrentar o extenso e rigoroso inverno quando as condições e locais disponiveis para se instalar uma mesa que seja, são raros e quase sempre indisponíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim então, para aqueles mais apaixonados, dentre os quais me incluo,  resta sonhar e sempre que a ansiedade aumenta, pegar a caixinha, dar um polimento no time, imaginar o melhor posicionamento em campo, ler e reler as regras, pedir licensa à dona Maria para brincar um pouco na mesa da cozinha,  treinar penalties, faltas e algumas jogadas impossíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até o ano passado eu ainda tinha um colega de trabalho que como eu tinha o fim de semana mais ou menos livre, agora, mudou-se para o Brasil e não sobrou ninguém com quem bater uma bolinha.  Então, para não incomodar a dona Maria resolvi, baseado em pesquisa, sempre através do “nosso” site, e, principalmente, seguindo rigorosamente as preciosas orientações desse também “nosso” precioso mágico das bolinhas, o Sr. Lorival de Lima, construir uma mesa, a menor possível dentro dos padrões recomendados pelas regras e que se adaptasse ao diminuto e mais ou menos aquecido espaço que disponho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sucesso total, comprovando “ipsis litis” as sábias palavras de nosso mago. O novo “campo de treinamento” que agora é sede do New York Botafogo Futebol de Botões, homenageia o insubstituível craque Nilton Santos e está aberto para quem desejar disputar amistosos em nosso “alçapão da ilha longa” ou (Long Island Table Soccer Trap).&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24229485223331236-1598409837679194281?l=nytablesoccer.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nytablesoccer.blogspot.com/feeds/1598409837679194281/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=24229485223331236&amp;postID=1598409837679194281' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24229485223331236/posts/default/1598409837679194281'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24229485223331236/posts/default/1598409837679194281'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nytablesoccer.blogspot.com/2007/12/jogando-botes-i.html' title='Jogando Botões  I'/><author><name>NY TABLE SOCCER</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02588065314139690020</uri><email>futeboldemesa@live.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='18380138135884144068'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24229485223331236.post-8015196819166404270</id><published>2007-12-16T08:54:00.000-08:00</published><updated>2007-12-16T08:55:14.109-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Futebol de Mesa'/><title type='text'>A Nossa Outra Metade</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;by paulo h bosco&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já imaginava que os preclaros colegas não resistiriam, ganhando ou perdendo, em dar suas canetadas, ou melhor, tecladas no palpitante assunto, Copa do Mundo…Não adianta …  Afinal, somos o povo da terra dos sabiás e de sábios do futebol que tudo sabiam, antes e depois, e nossa fama incomoda, haja vista aquele jogador bretão, não confundir com bestão, que disse que nós, brasileiros, somos os melhores porque enquanto as crianças (deles) estão na escola, as nossas, estão jogando futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da mesma maneira como jogo botões, primeiro espero e leio as colunas daqueles que escrevem no ataque e, sempre na defesa, deixo meus ensaios “literários” para o apagar das luzes do mês, quando todos já deixaram o campo, o estádio.  Assim, tenho a oportunidade de meditar em que os colegas colunistas pensaram, e escreveram. Particularmente, sou fã do senhor  Ricardo Sacco, temos algo em comum, vagueamos entre linhas alegres e tristes, entre fantasias e verdades, entre sonhos e realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entendo que em vivendo em nossa querida terra verde e amarela, a paixão, assim como o amor, cega.  Mas longe de casa, ouvindo comentários em inglês ou em espanhol, ficamos surpreendidos como os gringos e espanos gostam do nosso futebol, nossos jogadores e principalmente, de nossa gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A competição ainda estava no início e, no radio do carro ouvi surpreso: “Os USA estão em quinto no ranking e temos grandes chances de conquistar a copa, nossos jogadores são excelentes e confiamos neles…”  Houve uma longa pausa do comentarista e, em seguida, justificou: “desculpem a brincadeira” e passou a enumerar as qualidades do time brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou do tempo do Zagalo e também ficava zangado quando o camisa 13, na época 11, não saia lá de trás para ajudar o ataque do meu Botafogo.  Mas eu sou igual e pior até que a doutora botonista Jovana Simic-Krstic da liga Sérvia que joga com 1-10-1, eu jogo 1-10-0 e assim, na retaguarda, antes que viessem me encher ainda mais a minha cabeça inchada, contra-ataquei: “eles, os filhos de Napoleão, não ganharam, nós é que perdemos” …e para minha surpresa, até os Turcos do posto de gasolina, que conhecem a escalação de nossa seleção na ponta da língua, discordaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os que pude, boquiaberto ouvir, deixaram meu patriotismo lá embaixo. “Copa do Mundo sem Brasil não tem graça” – “Foi um acidente” – “Se vocês ganhassem de novo, acho que os outros iriam desanimar” – “O Brasil sempre será o melhor, mesmo que perca” – “O Brasil deu azar” – “O nosso sonho não é ganhar  a copa do mundo, é vencer o Brasil” … e assim ia …&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se bem conheço meus irmãos da pátria amada, nenhum de nós seríamos capazes de sequer imaginar estas frases. Mas, longe de mim querer encontrar uma justificativa para a repetição do lamentável, desejo apenas, sem fugir da nossa razão maior de existir como desportistas e técnicos de futebol de mesa, comparar as  alegrias e tristezas entre campos de grama e campos de madeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existimos, mas nascemos em razão daqueles que lutaram e lutam na grama. Vencedores ou perdedores ha somente a nossa consciência a justificar. Perder, faz parte do jogo, ganhar é que é a exceção e, em verdade vos afirmo que somente nas derrotas é que aprendemos, iniciamos as mudanças sempre necessárias, paramos para pensar onde erramos, começamos a evoluir a nossa maneira de ser, desenvolvemos a humildade e assim construímos para o futuro uma base forte quando a vitória chegará sólida, merecida e inquestionável.  A vitória sem mérito, obstrui, esconde os defeitos e cai no esquecimento … não lava a alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossos técnicos e jogadores, ha anos estão espalhados pelo mundo, conheço um brasileiro que nunca jogou futebol mas ensina crianças na Irlanda, está no nosso sangue assim como o nosso jogo de botões, vejo gratificado pessoas (imigrantes aqui nos USA) chegando de mansinho junto de nossas mesas, curiosos e desejosos de nos imitar, uns se apaixonam tanto que entram para a turma e jogam … jogam né! … se esforçam, e muito, são disciplinados, treinam, são pontuais e, concentrados, observam e obedecem às mínimas dicas.   Ai, chega um brasileiro … “interessante, já ouvi falar quando estava no Brasil” … pega na palheta e, no segundo jogo, já está fazendo gol sem ângulo…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como eu disse, não adianta tentar mudar, futebol, na grama ou na mesa, é, em si, o nosso Brasil, “A Nossa Outra Metade”&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24229485223331236-8015196819166404270?l=nytablesoccer.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nytablesoccer.blogspot.com/feeds/8015196819166404270/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=24229485223331236&amp;postID=8015196819166404270' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24229485223331236/posts/default/8015196819166404270'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24229485223331236/posts/default/8015196819166404270'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nytablesoccer.blogspot.com/2007/12/nossa-outra-metade.html' title='A Nossa Outra Metade'/><author><name>NY TABLE SOCCER</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02588065314139690020</uri><email>futeboldemesa@live.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='18380138135884144068'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24229485223331236.post-6706318445238493002</id><published>2007-12-16T08:51:00.001-08:00</published><updated>2007-12-16T08:53:14.291-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Futebol de Mesa'/><title type='text'>Pendurar ou Não Pendurar a Palheta … Eis a questão!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;by paulo h bosco&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi lá pelos idos de 1956 que eu e minha patotinha começamos a colecionar tudo o que era redondo e chato para depois lixar no cimento da calçada, dando ângulo à bainha e alizando em cima e embaixo com os parcos pedaços de lixa que meu avô (ourives e alemão) jogava fora.  Ele, que nada entendia de futebol, também nunca entendeu minha paixão em brincar com aqueles estranhos e desarticulados brinquedos. Também, não gostava de ver o risco que corríamos colocando pedaços de ferro nos trilhos dos bondes para moldá-los até que coubessem nas caixas de fósforos e muito menos aquelas latas com sebo derretido nas fogueiras do quintal e que usávamos para “azeitar” nossos pupilos. Mas … paixão não tem limites e assim o nosso grupinho, sempre à noite, depois da escola, jogava o campeonato Carioca e o Rio-São Paulo na mesa da cozinha da minha tia Frieda (alma boa e paciente).  Mas, estranho era o nome que meus amigos mais velhos colocavam nos botões, muitos eram Húngaros tidos como os bichos-papão à época e esses nomes eram obtidos na sintonia da rádio BBC de Londres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os anos passaram lentos e calmos (graças a Deus) e tivemos mais horas segurando a Palheta do que urubu de vôo. Todos possuíamos mais de um time, times de diversos materiais e tamanhos mas somente uma e uma única palheta. A palheta era algo mágico quardada com cuidado, segurança e carinho. Emprestar a palheta, como vemos hoje?  Mas nem pensar, nunca, jamais … onde já se viu emprestar a Palheta? Justamente a Palheta onde nós, técnicos, guardamos todas as nossas experiencias e conhecimento acumulado entre vitórias e derrotas? Ah não! Mas fácil seria emprestar a namorada mas a Palheta? “Sai dessa” diriam à época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o tempo, inexorável, passa e, como tudo, os botões também evoluíram, a princípio, depois dos cacos iniciais, foram as fichas de ônibus (daqui peço perdão aos motoristas e trocadores da época), depois, as fábricas de brinquedos colocaram aquelas “coisas” que todos nós conhecemos, mas a nossa patota, já estava em outro nível, ou devo dizer: categoria, não tínhamos recursos para aquelas caixinhas de botões, a mesada era curta mas a criatividade era enorme e o estágio seguinte foram os Botões de Coco com os quais jogo até hoje mas devo dizer que fiquei maravilhado quando descobri os botões deste século XXI, comprei um time com a camisa do meu Botafogo lá no Edu, reconheço que é lindo, acho que se fosse possível voltar no tempo e apresentar um time bonito como os de hoje a turminha ficaria encantada mas será que se adaptariam? Cada coisa a seu tempo, é certo que temos de crescer junto com a modernidade mas no meu caso, embora tenha tentado, não consegui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma decisão difícil, pendurar ou não a Palheta, qual o momento certo? Acredito que ninguém sabe. Seria a condição técnica ou a condição física decadente. A princípio, imaginei que em não me adaptando aos novos times, regras e etc. a decisão seria inevitavelmente a aposentadoria.  Nos jogos de campeonatos onde a tensão aflora e qualquer jogada é vital, meus antigos botões de coco com diâmetros e alturas diversas e bainhas irregulares com ângulos em todos os graus, levam desvantagem no campo pois nem sempre tenho meu artilheiro em condição de chute a gol conquanto que para os meus adversários (ou diria amigos) qualquer botão chuta a gol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse caso então, tá resolvido, penduro.  Mas quando jogo amistosos e meus pupilos não têm a pressão da tabela, jogo bonito, eu mesmo me surpreendo como as minhas “quengas” como dizem os nordestinos, fazem jogadas tidas como impossíveis, aquelas tomadas de bola perdida, os gols sem ângulo sem contar as “pegadas” em profundidade que só meus “coquitos” conseguem fazer.  Sei que quem assiste gosta e às vezes, fico na dúvida se os elogios são para mim ou para os meus “jogadores” … no dia em que fomos entrevistados pelo jornal local, me apontaram dizendo: “ele confeccionou os próprios botões” porisso me sinto mais do que um técnico, me sinto um pai, até porque “converso com meus botões”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, eis a difícil questão: Pendurar ou não pendurar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se pendurar e me dedicar somente à organização e divulgação do esporte, vou ficar como aquele torcedor no estádio que critica sempre: “este até a minha vó fazia” e se não penduro, como vou agüentar o esforço físico de até quatro jogos que em nosso regulamento são duas horas em três de competição?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso também na orfandade de meus queridos botões, certamente ninguém se arriscará a comandá-los, para os jovens, seria como dirigir um carro com embreagem do tipo “queixo duro” têm de ter muito jeito, muito sincronismo, muita habilidade e paciência no trato com estes maravilhosos botões vivos, nascidos para dar proteção à deliciosa e nutritiva polpa do coco e que se transformam para a eternidade em brilhosas peças de arte na arte incomparável do Futebol de Mesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mergulhado nesta difícil decisão eu estava, entre um cochilo e outro, porque na minha idade, a melhor coisa que podemos fazer é dormir e assim voava eu através dos anos buscando na memória os milhares de lances inesquecíveis que vi nascer nas bainhas de meus botões, via-me distanciando de uma mesa verdinha com linhas impecáveis sonhando com um time de coco novinho em folha, ou melhor em casca, feitos por mãos capazes de um artesão profissional quando sou sacolejado por minha esposa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Hey, acorda! Teu filho lhe enviou uma caixa lá do Brasil”.  Ainda sem saber se estava acordado ou no mundo de Morfeu, examinei a caixa intrigado, sacudi … silêncio.  O que seria? Em outro momento, teria deixado a caixa para abrir depois, pois curiosidade não é o meu forte, mas naquele instante estava entorpecido por minha viagem na despedida do meu time.  Lentamente, comecei a desembrulhar, estava bem embalado, meus filhos sempre se preocupam quando enviam algo para nós, afinal são sete mil milhas aéreas entre o Rio e Nova York  e assim depois de muitas camadas de plástico, papel e jornal, meu velho coração sofrido com as tantas lutas necessárias à nossa evolução, quase parou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devo ter ficado pálido pois senti o sangue esvaziar a cabeça, minha esposa correu e trouxe o aparelho de pressão. “O que têm ai? Algum problema?”  Paralisado e com a garganta seca não podia responder, só olhava para aqueles maravilhosos botões de coco na caixinha, eram perfeitos, bainhas em angulo certo, defesa e ataque distintos, incrivelmente lisos e com alturas ideais …. eu sabia, eu ainda estava sonhando e devia estar sorrindo com cara de bobo alegre então, levei outro sacolejão e sai do marasmo e lá estavam eles acenando para mim, “vamos lá chefe, - é assim que meus botões me tratam – vamos pra mesa que estamos encerados e prontos para enfrentar qualquer adversário”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos lá, respondi e corrigi: “enfrentar amigos”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS.: Esta é uma estória verdadeira e só foi possível graças ao Sr. José (021) 32520804 exímio artesão que trabalha aos sábados na feirinha da Praça XV no centro da cidade do Rio de Janeiro, ao qual dedico meus sinceros agradecimentos por sua arte e ao meu filho Marcos,  pelo magnifico presente.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24229485223331236-6706318445238493002?l=nytablesoccer.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nytablesoccer.blogspot.com/feeds/6706318445238493002/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=24229485223331236&amp;postID=6706318445238493002' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24229485223331236/posts/default/6706318445238493002'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24229485223331236/posts/default/6706318445238493002'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nytablesoccer.blogspot.com/2007/12/pendurar-ou-no-pendurar-palheta-eis.html' title='Pendurar ou Não Pendurar a Palheta … Eis a questão!'/><author><name>NY TABLE SOCCER</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02588065314139690020</uri><email>futeboldemesa@live.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='18380138135884144068'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24229485223331236.post-3617311973749322705</id><published>2007-12-16T08:48:00.001-08:00</published><updated>2007-12-16T08:51:16.533-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Futebol de Mesa'/><title type='text'>Junior, O Ídolo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ele era um garoto como os outros, que não amaram os Beatles nem os Roling Stones e também não conhecia e nem sabia da existencia de botões para jogo e muito menos um esporte que se joga em cima de uma mesa. Nascido em um mes de maio, ha doze anos na cidade de Southampton, estado de Nova York nos Estados Unidos, filho de pai Costa Riquenho e mãe Americana, Junior, como é chamado, ha um ano nunca poderia imaginar que sua curiosidade despretenciosa lhe tornaria um herói na escola, com os professores, colegas e amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Festinha à moda dos brasileiros, amigos espanos e filhos americanos que mal falam o idioma dos pais e muito menos o complicado portugues.  Salgadinhos com Brahma e Corona além da Coca-Cola e cachorro-quente é claro, afinal estamos em um pais onde homem joga futebol com as mãos e as mulheres com os pés.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá pelas tantas, o dono da casa, (leia a coluna Planeta Brasil), surge com aquelas estranhas rodinhas coloridas e uma mesa cujo desenho das linhas Junior já tinha mais ou menos visto lá na escola pois embora não tivesse a mínima idéia de como funcionava aquela correria atrás de uma bola, de uma coisa ele entendia e gostava de apreciar, as pernas das meninas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele domingo do verão de 2005 ficará na história do futebol de mesa americano mas para o Junior foi o início de um namoro que se transformará em casamento e que, com sorte para o esporte, será feliz por toda a vida e poderá contar para os futuros netos como tudo começou.  Os adultos, uns velhos, (esclarecendo: velho só eu que estou próximo de ter minha foto na galeria do “Penduraram a Palheta”) e outros jovens mas não tanto, porque imigrante envelhece na proporção de 3x1,  todos em volta daquela mesinha, olhando espantados como os cariocas Fluminense e Botafogo, - aqui como no Rio de Janeiro, seremos lembrados como o clássico mais antigo – iam tocando aquela bolinha feita com papel aluminio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os garotos ficaram de longe, Junior chegava perto mas naquele momento não se podia saber se era interesse ou para olhar o pai que também se arriscara naquela estranha experiencia e assim, cresceu o interesse dos marmanjos e deu-se o início com a construção de mesas, projetos apurados em AutoCAD, ligações diárias para o Brasil em busca de informações, pesquisa na rede, estudo das regras, compra de material e finalmente, após longa espera, principalmente pelos botões, realizamos em uma garagem, alguns jogos amistosos e o primeiro torneio com seis participantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Junior, lá estava, sempre. Andando em volta das mesas, se apressando em pegar a bolinha que caia no chão, ajudava (ou atrapalhava) mas sempre atento e nada dizia, … também! … não podia entender nada pois falávamos o portugues assim como os de outros países que arranham o portugues em razão das esposas brasileiras … assim, ele continuava até que foi convidado a entrar na brincadeira, uns e outros explicaram-lhe os fundamentos e alguns itens das regras até que fizemos a tradução dos itens mais importantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis que um dia, o atual campeão, o bi-vice, o técnico Luiz Francisco, em visita ao amigo, pai do Junior, vê o menino com os botões do pai brincando no chão (quando me contaram o fato, lembrei-me dos velhos tempos e usei sua foto na coluna “Um Domingo de Paixão”) e então, animado com o interesse do Junior, o Luiz o presenteou com um de seus times e eis então que ele se inscreve e participa do torneio que chamamos de Winter 2006 Tournament.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Junior, como todo botonista e dentro dos parametros citados por nosso colega Ricardo Sacco (leia coluna Futmesa é Compromisso)  podemos afirmar que se trata de um botonista e não um jogador de botões … teve lances onde pode explodir de algria, fez gols que certamente lhe permanecerão na memóra, ganhou de alguns dos “grandes” e também teve seus momentos de desespero, quando um chute adversário estacionou a bola em cima do seu goleiro e aquele lance inusitado atraiu a todos, “para o cronomentro”, “tomba pra frente”, “tomba pra trás” … e entre um monte de sugestões, diversos idiomas e sotaques, Junior, confuso, movimentou o goleiro e o gol da derrota se fez … Foi triste ver aquele garoto de 12 anos, de olhos úmidos, olhando o pai que assistia imparcial … parecia pedir: “me ajuda”!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas assim é o esporte dos justos, nada acontece por acaso, o pai, provavelmente com o coração apertado, não poderia imaginar que naquele momento, os protetores dos botonistas, que também já jogaram botões, decidiram: “Junior será o ídolo” e dito e feito, semana seguinte o principal jornal da região o Southampton Press (www.southamptonpress.com) envia um repórter  (Gaven Menu - March 9, 2006) para ver o que estava acontecendo naquela academia e, depois de muitas perguntas e fotos, publica matéria na primeira página (inteira) em manchete no caderno de esportes, com foto em “close-up”  do Junior em plena ação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dai pra frente, com a página afixada em todos os murais da escola, Junior ficou famoso e com paciencia, explica para todos sobre o Jogo de Botões e já pode escolher entre muitas, qual a menina mais bonita para namorar … mas ela terá que aprender a jogar botões, com a mão, não com o pé.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24229485223331236-3617311973749322705?l=nytablesoccer.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nytablesoccer.blogspot.com/feeds/3617311973749322705/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=24229485223331236&amp;postID=3617311973749322705' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24229485223331236/posts/default/3617311973749322705'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24229485223331236/posts/default/3617311973749322705'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nytablesoccer.blogspot.com/2007/12/junior-o-dolo.html' title='Junior, O Ídolo'/><author><name>NY TABLE SOCCER</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02588065314139690020</uri><email>futeboldemesa@live.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='18380138135884144068'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24229485223331236.post-1894944353336265358</id><published>2007-12-16T08:47:00.000-08:00</published><updated>2007-12-16T08:48:33.634-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Futebol de Mesa'/><title type='text'>Adeus à Arte</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;by paulo h bosco&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não se trata de saudosismo, também não se trata de comparar o passado com o presente. Vivemos em um mundo em evolução, é de nossa natureza procurar sempre o melhor o mais perfeito o mais bonito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, ha de se considerar as experiencias do passado e aplicá-las no futuro, aqueles que se utilizam da história para não repetir erros e aperfeiçoar o presente, levam a vantagem de começar com experiencia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os jovens que hoje vibram com os lances nos campos de futebol, não fazem idéia de como era no passado, a evolução foi enorme, diriam alguns, eu diria: a transformação foi grande, muitas coisas boas em se tratando das condições humanas e materiais mas, a arte, a beleza o encanto mágico dos lances soberbos, estes, foram inibidos pela necessidade imperiosa do: “… ou ganha ou tá fora…”  A vitória a todo custo já não é recompensa de quem se preparou melhor e é melhor e teem mais habilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vitória de hoje têm “gosto” não têm sabor, não têm beleza, não têm arte… Vale o preparo físico, a força bruta, a esperteza, a dissimulação, o terror psicológico, o roubo descarado com a cara de inocência e o tapa, físico ou moral desde que a vantagem seja conseguida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos que como eu, são espécie em extinção, perguntam se artistas do passado teriam alguma chance nos tempos atuais, será que os Garrinchas que só precisavam de meio metro da linha lateral para dar um baile, os Niltons Santos que na maior calma dançavam com a bola dentro da grande área, que os Zicos como mágicos passavam por defesas e todos ficavam procurando a bola, que os Didis que faziam com que a bola parecesse uma folha seca, quase impossível de segurar, que os Pelés que tratavam a bola com carinho paternal, que os Gersons que de um lado ao outro do campo entregavam a bola no peito, na cabeça ou no pé do companheiro … será que estes e muitos outros sobreviveriam? …&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No campo dos botões, a evolução poderia ser conseguida sem a imitação cega do que acontece no campo gramado, ainda somos puros e devemos continuar assim.  – hoje, desclassificado por tapas morais, me conformo em lembrar com prazer o que poucos saberiam apreciar, lembro ter ouvido enquanto jogava, um companheiro comentar: “gostaria de chegar a essa idade jogando assim” e ainda, de outro, receber o seguinte e-mail: “Ainda surpreso com sua saida prematura do torneio, lhe escrevo com o pesar de um torcedor fiel do "time de marechal hermes". Tu és e continua a ser, em minha opinião, o jogador de mais belo estilo, os mais belos lances vi sair de suas mãos e sem sua ajuda e devoção, esse evento não teria acontecido… obrigado …” –&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem sei que somos filhos e como filhos queremos imitar os pais e nossos pais são aqueles que lutam para sobreviver nos campos de grama. Mas em verdade vos digo, nós somos o que somos, somos os artistas do futebol de mesa, amamos o futebol, a camisa, a bandeira e o ídolo do nosso clube mas temos de separar o bom do ruim e ficar somente com a nata do que existe de melhor e o melhor ainda é a arte, mesmo que esteja desaparecendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas este é um assunto para os especialistas do campo gramado, nós que entendemos do campo, também verde, mas que fica em cima de uma mesa, deveríamos considerar que, embora sejamos uma extensão ou melhor uma tentativa de cópia do futebol, deveríamos imitar apenas aquilo de melhor, usar a história como referencia e, sempre considerando o necessário aprimoramento, evitando sempre, cometer os mesmos erros que ainda se cometem em nome do esporte, afinal, no futebol de mesa, se perdemos um jogo, não perderemos o emprego.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24229485223331236-1894944353336265358?l=nytablesoccer.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nytablesoccer.blogspot.com/feeds/1894944353336265358/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=24229485223331236&amp;postID=1894944353336265358' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24229485223331236/posts/default/1894944353336265358'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24229485223331236/posts/default/1894944353336265358'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nytablesoccer.blogspot.com/2007/12/adeus-arte.html' title='Adeus à Arte'/><author><name>NY TABLE SOCCER</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02588065314139690020</uri><email>futeboldemesa@live.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='18380138135884144068'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24229485223331236.post-5974645339720164609</id><published>2007-12-16T08:43:00.000-08:00</published><updated>2007-12-16T08:45:11.643-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Futebol de Mesa'/><title type='text'>Planeta Brasil</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;by paulo h bosco&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma década, parece pouco, mas adicionando a cada dia as dificuldades do idioma, a adaptação à uma nova cultura, às leis, regras e hábitos diferentes … somando-se ainda a necessidade de descer ao primeiro degrau da escada deixando para tras diplomas,  experiencias e começar de novo, degrau por degrau uma nova vida, estudando, aprendendo e concorrendo com os nativos da terra que não é sua …, dez anos são uma vida e quando se consegue superar todos os desafios diários e o equilíbrio se faz presente, acordamos para a realidade e descobrimos que somos solitários de amigos e carentes das coisas da pátria amada Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí, começam a fervilhar as idéias verdes e amarelas, vez que, muitos ainda não podem voltar à casa matter, tentam trazer para perto aquilo que ficou para tras.  E a pergunta será sempre: “O que fazer para reunir os da mesma espécie, mesmo biotipo, mesmos hábitos, mesmas manias e mesma língua?”  O grupo feminino, sempre arranja um motivo para festinhas mas estas reuniões pela própria natureza, reunem grupos afins e não são rotineiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria preciso algo que reunisse todos os meninos de 12 a 60, “whoops!” Quase esquecia de mim mesmo … e mais, algo que tirasse os meninos das cozinhas, que fizesse com que mudassem de conversa, algo em comum que não fosse o papo tenso sobre a dura luta do trabalho diário na terra do tio (deles) Sam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim então, como não poderia deixar de ser, em uma das festinhas organizadas pelas meninas, no verão de 2005, o dono da casa surgiu com uma mesinha para Jogo de Botões, no velho estilo da marca Estrela.  Para a maioria presente foi algo retirado do passado e como algo tão grande e brasileiro, passando pela imigração, conseguiu chegar até aqui nesta minúscula Southampton há cem milhas de New York City? Além daquele dinosauro sem utilidade ele possuía dois jogos de botões e balizas de plástico??? “Para serve isso?” Perguntaram alguns que já possuem sotaque de gringo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então ele, de 35 anos, dono dos brinquedos convidou um colega de trabalho (eu) para a brincadeira e todos os outros meninos se chegaram, curiosos, para perto, todos com algum comentário, “eu já jogava isto quando criança” e “eu jogava mas já fazem 20, 30 anos que não via um botão”, e os “brazilicanos“ estupefados também queriam experimentar, principalmente quando em nós a experiencia anterior começava a se transmformar em goals aparentemente impossíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi assim, então, que de repente não se fala mais naquilo, a conversa mudou de rumo, agora o assunto é outro, telefonemas diarios no celular, troca de e-mails e total concentração na tabela, no resultado dos jogos, na qualidade dos botões, na construção de mesas, importação de balizas, bolinhas, palhetas e naturalmente, o time do coração.  A segunda-feira agora é a primeira, todos se reúnem de 7 às 10 naquele salão alugado na academia, o papo é leve e descontraído, o abraço na chegada, o aperto de mão na vitória ou na derrota, o abraço na despedida, o papo sério dos amigos de muitos anos agora é papo sério dos “meninos” amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Discutem-se as regras, a melhor bolinha, melhor tipo de botões, o presente e o futuro para uma possivel Associação legalizada, as conversas giram em torno dos goals, da evolução dos “técnicos” das vitórias e derrotas, a gozação sadia e os sorrisos se fazem presente nos então sérios “chefes de família”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chutamos a tenebrosa solidão para escanteio, agora temos todos o mesmo brinquedo, o mesmo assunto um motivo a mais para nos ver, nos abraçar, vestir as velhas camisas retiradas do fundo das gavetas com as cores favoritas, Fluminense, Flamengo, Santa Cruz, Palmeiras, America Mineiro e tantos outros que chegam a cada semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora as “meninas” além de ter mais um motivo para organizar festas – a decisão de um torneio ou campeonato – têm as cozinhas só para si, pois os “meninos” irão para as garagens no inverno e para os pátios no verão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é só o início desta febre que vai se espalhar pelos Estados Unidos e vai, com certeza, reunir todas as raças que adoram o velho esporte Bretão, mesmo que seja em cima de uma mesa.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24229485223331236-5974645339720164609?l=nytablesoccer.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nytablesoccer.blogspot.com/feeds/5974645339720164609/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=24229485223331236&amp;postID=5974645339720164609' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24229485223331236/posts/default/5974645339720164609'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24229485223331236/posts/default/5974645339720164609'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nytablesoccer.blogspot.com/2007/12/planeta-brasil.html' title='Planeta Brasil'/><author><name>NY TABLE SOCCER</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02588065314139690020</uri><email>futeboldemesa@live.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='18380138135884144068'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24229485223331236.post-8861792237072054067</id><published>2007-12-16T08:06:00.000-08:00</published><updated>2007-12-16T08:11:33.744-08:00</updated><title type='text'>A Nuvem Negra</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;by paulo h bosco&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Final dos anos 40, o recente pós guerra  ainda deixava no mundo uma nuvem negra pairando sobre os homens. No Brasil, mais precisamente no centro geométrico do Rio de Janeiro, bairro que se chamava São Francisco Xavier, erguia-se um monstro de concreto que receberia o apelido de Maracanã.  Bem próximo, situava-se o Hospital Maternidade Graffe Guinle, e sob o enorme barulho, poeira e movimento frenético daquela obra de engenharia espetacular para a época, nascia um garoto em cujo sangue ficaria a marca daqueles tempos, enquanto muitos ainda choravam a saudade de maridos e filhos perdidos na guerra, enquanto muitos choravam a mutilação impiedosa de seus membros, resultado da ignorância humana, o povo brasileiro, sempre otimista e cheio de esperanças, concentrava suas energias otimistas no campeonato mundial e na seleção de jogadores brilhantes e quem tinha Zizinho não podia deixar de crer na vitória, certamente seriamos campeões do mundo, com toda certeza, não poderia haver sombra de dúvida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, havia aquela nuvem negra pairando no ar, aquele garoto podia sentir, algo estava errado.  O majestoso estádio, pelado em cor, mostrava apenas os gigantescos anéis, degraus sem fim de concreto onde 205.000 gargantas roucas cantariam o hino nacional, gritariam uníssonas os gols e dançariam ao som do gigantesco coro, a música, “touradas em Madrid” no baile de 6x1 contra a Espanha. O grande dia em que o Brasil consagraria Ademir, Danilo, Bigode, Jair … entre outros mágicos da bola, chegou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grande festa chega ao máximo com o gol de Friaça. O Uruguai empata aos 21 do segundo tempo e cala apenas uns poucos pessimistas já que o empate garantiria a Copa. Entretanto, a nuvem negra baixa até o gramado e então, aos 34 minutos, um desconhecido perna de pau chamado Ghiggia, faz o segundo gol. Os onze minutos finais foram aterradores, aquele caldeirão com duzentas e cinco mil almas angustiadas parecia um túmulo de cemitério abandonado, no silêncio profundo podia-se ouvir a respiração ofegante dos angustiados jogadores brasileiros e então, naqueles momentos tenebrosos começa a maldição Uruguaia, a nuvem negra chegara para ficar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O garoto cresceu sob esta maldição, seu time de botão era ruim, desigual, materiais diversos e arranhados. Em um dos botões, faltava um pedaço do tamanho da bola, parecia uma garra de caranguejo, mas o garoto gostava dele, apesar de nunca ter feito um gol sequer com ele, porisso, o mantinha atrás dos atacantes.  Nos torneios em que freqüentemente participava, os colegas o achincalhavam chamando aquele estranho botão de Ghiggia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passaram-se os anos, uma nova geração chega aos gramados, uma geração de habilidade e humildade e entre muitos que passariam para a história, Garrincha e Pelé foram os astros maiores.  Pelé, o eterno rei, será sempre lembrado por sua extraordinária habilidade e também por sua humildade. Não se pode impedir a evolução assim então, um dia ele será superado o que não acontecerá com Garrincha pois este atípico personagem foi e será sempre insubstituível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes que escreveram a nova história do futebol também foram os responsáveis pela dissipação da “nuvem negra”, esquecemos o passado mas não devemos esquecer a dolorosa lição que o “já ganhamos” não ganha jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O garoto, continuava com seus alquebrados botões, tinha habilidade mas aqueles discos disformes não ajudavam na mesa, mesmo assim, naqueles tempos de euforia da bi-conquista da taça Jules Rimet, em um campeonato importantíssimo, organizado entre colégios particulares, o garoto chegava às finais. Livre da Nuvem Negra, o garoto se preparava para o jogo final. Do outro lado da mesa, seu adversário, mais jovem, junto com seus amigos de times impecavelmente novos e brilhantes cantavam e gritavam com a absoluta certeza da taça é nossa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela nova geração de meninos de uniforme de colégio, não sabiam quem era Ghiggia, mas a fama daquele botão estranho o precedia.  O garoto cuja humildade fora moldada desde o nascimento, jogava sério e tranqüilo, muita das vezes perdia bons lances em razão do péssimo estado de seus botões.  O campeão de muitos torneios escolares jogava fácil, alegre certo da vitória iminente, sem conhecer a verdade do passado, ria e zombava gritando: “vai Ghiggia, vai perna de pau”…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O garoto não se abalava, o jogo chegava aos minutos finais quando um passe daqui e dali o botão quebrado chega próximo à grande área, não tinha nome, ele, o garoto, não ousaria batizá-lo, compará-lo a algum craque da seleção ou de qualquer time, isso nunca.  O botão estava pronto para o chute, entretanto, aquela garra de caranguejo ficara bem à frente da bola. O que fazer? Outro toque, perderia o angulo que já era ruim.  O menino de uniforme impecável gritou, “chuta Ghiggia” e, sem alternativa, o garoto, respira fundo, olha para seu adversário e notou que por cima de sua cabeça havia algo parecido com uma nuvem, estremeceu,  precionou a palheta (à época ficha) e o famigerado botão enganchou a bola e entrou com tudo. Mais uma vitória do impossível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta maldição não terminou ainda, e continuará perseguindo todos aqueles que se julgam invencíveis, que embora possuam a incrível habilidade de Garrincha, ainda não aprenderam a humildade de &lt;a name="PVW"&gt;Pelé&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24229485223331236-8861792237072054067?l=nytablesoccer.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nytablesoccer.blogspot.com/feeds/8861792237072054067/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=24229485223331236&amp;postID=8861792237072054067' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24229485223331236/posts/default/8861792237072054067'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24229485223331236/posts/default/8861792237072054067'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nytablesoccer.blogspot.com/2007/12/nuvem-negra.html' title='A Nuvem Negra'/><author><name>NY TABLE SOCCER</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02588065314139690020</uri><email>futeboldemesa@live.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='18380138135884144068'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24229485223331236.post-924621567802677765</id><published>2007-12-16T07:50:00.000-08:00</published><updated>2007-12-16T08:05:44.352-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Futebol de Mesa'/><title type='text'>Um Domingo de Paixão</title><content type='html'>by paulo h bosco&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5144601704553023618" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_r68uPJ43VXM/R2VL_jbAiII/AAAAAAAAAAU/H-w4TOPuOFs/s200/3.gif" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cinco e meia, sexta feira, a chuva caia fininha naquela tarde noite de inverno na cidade do Rio de Janeiro. Paulinho quase em casa após sair do colégio e caminhar por meia hora foi surpreendido com a turminha da rua reunida na esquina. Parou, perguntou: “e aí bicho” naquele tempo todo mundo era bicho porque era assim que o Roberto Carlos gostava e se ele gostava, nós também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Domingo vai haver um torneio na casa do Riquinho – Ricardo era o menino rico lá do bairro, casa grande e bonita, pelo menos em comparação com nós outros – legal … posso ir? Perguntou! ‘’sai dessa bicho, vai ser torneio pra cobra criança, não participa”. Paulinho tinha mais ou menos a mesma idade dos outros mas como era muito magro e pequeno, não tinha vez. Às vezes, tinha vaga nas peladas … “fica na ponta esquerda e não deixa a bola sair” gritavam os grandões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi pra casa e depois do jantar jogou uma partida com seus dois times, o profissional e o amador – naquele tempo, televisão era coisa de rico – os amadores, ganharam como sempre, apesar dos empurrãozinhos que Paulinho sempre dava aos seus preferidos, os profissionais. Ficou pelejando até tarde chutes a gol, das posições mais difíceis, até de corner experimentava, dai veio o cansaço e foi dormir sonhando um dia poder jogar um torneio com os cobras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sábado amanheceu bonito, lá na calçada da AVE (associação dos vagabundos da esquina) haviam alguns papeando sobre o torneio que ia ter uma medalha para o campeão, mais um “time de fábrica” e coca-cola e biscoito à vontade, tudo por conta do pai do Riquinho. Paulinho se chegou e se ofereceu como “sparring” para os cobras irem se preparando. Mas havia uma preocupação no ar, os pais de alguns garotos não autorizaram a participação porque alguns tinham de estudar para a prova de meio de ano, matemática, na segunda-feira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Riquinho chegou e foi logo dizendo que estava tudo pronto e que o pai ficaria uma fera se tivessem que transferir o torneio. O jeito era chamar os garotos da reserva das peladas para completar a tabela. E foi então, dessa maneira, que Paulinho teve sua primeira oportunidade para jogar entre os cobras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na tarde de sábado, após completar os deveres de casa e lavar as escadas – parte de sua lista de tarefas – começou a polir os botões, estava na dúvida qual time deveria escalar, os profissionais eram o primeiro time e os amadores os reservas, mas a verdade é que os amadores sempre ganhavam nos jogos treino. Que fazer? Afinal! O que importava, não passaria mesmo da fase de classificação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O melhor seria ir ao Maracanã e tirar o torneio da cabeça, o seu Botafogo iria jogar com o Vasco naquele sábado à noite e ele tinha guardado parte da mesada para um jogo como aquele. Iria cedo para não perder a preliminar pois gostava de assistir o time amador, que eram chamados “aspirantes”, ou seja, aspirantes a profissionais, não tinham a mesma classe dos profissionais, mas tinham o coração nos pés, suavam a gloriosa camisa da estrela solitária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulinho chegou cedo, foi para arquibancada no meio daquela algazarra da torcida organizada e gritava o quanto podia, FOGO! FOGO! …é SELEFOGO … no bolso, carregava o time que fizera com as fichas de jogo que sua tia trouxera da Alemanha e jogara fora, ele não gostava da cor, vermelha, mas era o melhor que possuía. Sonhava ter um time de fábrica … “Aah! Quem sabe um dia”, estava juntando parte da mesada, fora várias vezes à fabrica em Quintino com os amiguinhos da rua, os que podiam compravam, outros enganavam o “Seu Manéu” e surrupiavam um ou outro botão da caixa. Ele, Paulinho, nunca faria isso, “Seu Manéu” era um portuga legal e as vezes até dava um botão que tinha um pequeno defeito, ele, Paulinho, nunca tivera esta sorte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jogo era todo Vasco, mas no final o 1x0 premiou a garra do time aspirante do Botafogo. Intervalo para o jogo principal, hora do cachorro quente e o mate gelado, Paulinho evitava pensar no torneio do dia seguinte, vibrava com aqueles cobrões de seu time e quando o Quarentinha fez mais um gol se distanciando na artilharia, apertou seus botões no bolso desejando poder batizar o time com o nome do seu Botafogo, mas não tinha coragem, seu time de botões não era bonito como os times de fábrica, ele também não queria fazer vergonha com o nome do Botafogo, alem disso, vermelho? Vermelho era cor do América, todos gostavam do América, ele também, mas tinha escolhido outro nome de batismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Final de jogo, o Botafogo perdeu mais uma vez para o Vasco, Paulinho saiu devagar do Maracanã, estava triste, a chuva murrinha continuava, meteu a mão no bolso para conferir os trocados e surpreso viu que exagerou no cachorro quente, não dava pro bonde, enganar o Condutor? Não! Estava sem ânimo para pular do reboque para o carro da frente e vice-versa. Iria a pé, uma senhora caminhada, mais ou menos duas horas e com a garoa … “Ora! Vamos conversando e combinando uma tática para o torneio” Paulinho conversava com os botões, e assim foi, matutando como iria enfrentar os grandes e os pequenos como ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegou em casa cansado “pra chuchu” ainda assim deu mais uma polida no time e decidiu a escalação, deu uma bronca nos profissionais e comunicou que iria levar o time reserva para o torneio, pelo menos eles não usam “salto alto”, jogam com o coração nos pés, honram a camisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Domingo amanheceu radiante, céu limpo, brisa fresca, Paulinho se preparou, pegou seus “aspirantes”, deu uma olhada nos profissionais e disse: “Vocês vão ver, vamos com tudo e uma coisa é certa, a lanterna não trazemos”. Quando chegou em casa do Riquinho, a ostentação tirou-lhe um pouco o ânimo, aproximou-se do rapaz que preparava os papéis, o sorteio, a tabela e a inscrição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oi Paulinho, como é nome do seu time.&lt;br /&gt;- “Semblante”, respondeu firme.&lt;br /&gt;- O bicho, tá me sacaneando? Você sabe o que significa essa palavra?&lt;br /&gt;- Não, Não – Paulinho respondeu tenso – Ouvi a professora falar este nome, acho que é estrangeiro, Semblante, é meu time reserva, os profissionais estão … ééé … precisam de uma lixada.&lt;br /&gt;- Tá bão, Tá bão, - Riu o Secretário do Torneio - vê se não perde de muito, senta lá naquele banco e espera sua vez e fica quieto para não atrapalhar a concentração dos cobras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulinho olhava os times de fábrica dos garotos, alguns tinham até duas cores, brilhavam! E na prateleira no canto o pai do Riquinho arrumava os prêmios, primeiro lugar uma medalha dourada e um time de fábrica, segundo um par de balizas de plástico, terceiro uma palheta de galalite e para o último, uma lanterna de balão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A empregada da casa oferecia a todos, biscoito maria, guaraná e coca-cola, Paulinho não aceitava nada, não conseguiria engolir, estava com medo de passar vergonha. Feito o sorteio, observou que tivera sorte, já tinha ganho de alguns moleques de seu grupo, Riquinho ficou um tanto sério quando viu que quatro dos grandes ficara em sua chave, mas ele era o melhor, certamente conseguiria a classificação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dito e feito, Riquinho conseguiu o primeiro lugar na chave e Paulinho surpreendendo mais a ele do que aos outros, classificou-se apesar de um empate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulinho adotara a tática desenvolvida nas duas horas de caminhada na noite anterior, conhecia todos os garotos, observara muitos jogos e sabia que todos atacam pelo centro, ele treinara muito chutes sem angulo e seus botões, por ser muito finos, cobriam a altura do goleiro com facilidade desde que chegasse perto da área, alem disso, comparado com os de fábrica, eram bem pequenos e quase sumiam na mesa, mas, confiava em seus “aspirantes”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim foi, com humildade, jogando com toda a concentração, respeitando cada adversário, dando uma flanelada nos botões entre os jogos é que ele conseguiu chegar à semi-final. Estava satisfeito, bem que podia acabar ali, estava certo quando escalou os reservas, chegaria orgulhoso em casa, sua estratégia tinha dado certo até ali, deixava só dois pontas no ataque e o descaso na colocação dos goleiros, facilitava os gols de cobertura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Riquinho passou fácil na semifinal, três a zero em um dos melhores da rua, seu pai estava orgulhoso, tinha certeza que o filho seria o campeão, Paulinho também … que pena, pensava, ele já tinha vários botões de fabrica e podia comprar mais quantos desejasse. Mas Riquinho, confiante, queria fazer a final com o adversário do Paulinho, seu amigo pessoal, assim teria mais graça, seria um jogo duro mas venceria com certeza. Assistia ao jogo dando força para o amigo, vaiava as jogadas de Paulinho e entoava: - paulinho sem pau é linho, paulinho sem linho é pau, tirando o pau do paulinho, paulinho fica sem … Bem … ele aquentava tudo até porque estava surdo a tudo e a todos, seu pensamento estava lá no Maracanã, os aspirantes dando o maior sufoco no Vasco, ignorando a chuva e a torcida contra, em maior número.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulinho chegou lá na direita, quina da grande área, sem angulo, o goleiro (caixa de fósforos recheada com chumbo derretido), na vertical, (naquele tempo, podia), deitou a palheta, caprichou e a bolinha (feita da parte metalizada, retirada com todo o cuidado, a fogo, da embalagem do cigarro Lincoln liso) subiu e cobriu o Fiat Lux, morrendo dentro daquela pequenina baliza de plástico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Surpresa geral, mas ai foi aquela pressão, em volta da mesa e dentro dela, a partir daquele momento, Paulinho não conseguiu um chute a gol sequer, se virava como podia na defesa, e então deu se o milagre, o jogo acabou com a vitória do “Semblante”, aquele timeco de fichas de pôquer, com um moleque sem graça como técnico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, a grande final. Todos já parabenizavam Riquinho, seu pai, balançava a medalha, seus irmãos menores, gritavam: é campeão, é campeão. Não havia duvidas, Paulinho já contava com aquelas balizas de plástico, estava inchado de satisfação, só não participava da festa porque ninguém dava bola para ele. Ouvia sereno alguns que gritavam: “Ô Rico, dá de “enfiada” , “Ô Riquinho, dá um olé nele” … O pai, apesar de feliz vendo seu filho, com certeza campeão, estava um tanto constrangido olhando Paulinho arrumando seus botões humildemente, sem nenhum aborrecimento apesar das inúmeras gozações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já passava das duas da tarde, ninguém estava com fome, todos recheados com biscoitos e refrigerantes, um calor incomodo fazia molhadas as camisas, Riquinho, trocara várias vezes de roupa, Paulinho, depois de pedir licença, apenas tirara os sapatos, sabia que tirar a camisa na casa dos outros é falta de educação. O primeiro tempo terminou zero a zero, mas muita vibração por parte da torcida com quatro bolas nas traves de Paulinho. Agora no segundo tempo vai ser pra valer. – “Aí Rico, vai pra cima dele, encaçapa logo e termina com isso”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas naquele Domingo, a sorte estava com Paulinho, conseguiu apenas um chute a gol, em compensação, seu goleiro, fazia maravilhas, até parecia maior que os outros. Já perto do final, já se pensava nos pênaltis, seria sem graça, mas parecia que o Riquinho não estava inspirado … também! Jogar contra moleque de segunda categoria não dava motivação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corner para o “Semblante”, Paulinho ajeita a bolinha no canto e pede: - coloca,&lt;br /&gt;¾ Sai dessa bicho, tá, tá …chuta logo.&lt;br /&gt;¾ E Paulinho chutou, a bola fez curva, bateu na trave, no goleiro e, entrou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí foi aquela confusão, … não valeu! Gol de corner não vale! Tem de ser indireto! Tinha que mandar colocar! Ele pediu pra colocar? Acho que não … todos tinham uma opinião exaltada, Riquinho estava pasmo, olhava para o pai meio desesperado… e agora? Tem desconto gritou um … só Paulinho estava impassível, qualquer que fosse a decisão deles, pouco importava, chegara muito, mas muito mais longe do que sequer poderia imaginar, claro que se ganhasse o time de fábrica, ai sim, seria um milagre, pouco importava a medalha, enquanto a discussão continuava ele tinha sua mente naqueles botões lá na prateleira … são lindos…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jogo recomeça, alguém ajeitou o relógio para os descontos, Riquinho sério e concentrado, foi pra frente e no primeiro chute empatou, já passava cinco minutos do tempo e ele perguntou: Quanto falta? Ainda dá tempo pro segundo, manda brasa Rico! Mais alguns minutos, uma chance bem de frente, Gooool do Rico …. É campeão urravam todos …. Acabou! Declarou o que estava em posse do relógio, foi ao apagar das luzes, emocionante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pai, pegou a medalha e prendeu na camisa do filho, e, enquanto todos paparicavam o campeão, Paulinho esperava seu merecido prêmio, as balizas, mas Seu Rico, foi até a prateleira, pegou o time de fábrica, colocou em uma caixinha de papelão, foi até Paulinho, entregou-lh a caixa e disse: Garoto, você tem paixão, fique com estes botões, vá com Deus e volte sempre que quizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulinho foi para casa, apertando a caixa no peito, com os olhos úmidos disposto a perdoar o seu time de profissionais....&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24229485223331236-924621567802677765?l=nytablesoccer.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nytablesoccer.blogspot.com/feeds/924621567802677765/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=24229485223331236&amp;postID=924621567802677765' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24229485223331236/posts/default/924621567802677765'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24229485223331236/posts/default/924621567802677765'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nytablesoccer.blogspot.com/2007/12/um-domingo-de-paixo.html' title='Um Domingo de Paixão'/><author><name>NY TABLE SOCCER</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02588065314139690020</uri><email>futeboldemesa@live.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='18380138135884144068'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_r68uPJ43VXM/R2VL_jbAiII/AAAAAAAAAAU/H-w4TOPuOFs/s72-c/3.gif' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24229485223331236.post-7450980560437088888</id><published>2007-12-16T07:32:00.000-08:00</published><updated>2007-12-16T07:34:49.876-08:00</updated><title type='text'>O ESPORTE</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;O ESPORTE -Campeão do Torneio Início&lt;br /&gt;by paul h bosco&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É bem possível que aqueles que deram suas palhetadas neste torneio, desenvolvido aos trancos e barrancos, não tenham levado em conta que tiveram a oportunidade única de participar do primeiro encontro de botonistas, embora ainda não oficial, nos Estados Unidos, ou pelo menos, no estado de Nova York&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como tudo na vida, o importante são as lições que ficaram e felizes daqueles que levaram a sério e aprenderam, e treinaram e concluíram que são capazes e que poderão levar este fascinante esporte adiante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É certo que ainda haverão obstáculos pela frente, principalmente o financeiro, entretanto, se houver boa vontade do grupo, será possível criar um fundo e assim garantir a reserva da excelente área da Prefeitura em Hampton Bays e em conseqüência, a criação da liga do table soccer, já aprovada pela administração do parque.  Esta pequena despesa, poderá, facilmente ser retornada aos fundadores uma vez que iniciada a temporada, aos novos integrantes, será cobrada a taxa de inscrição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas afinal, como foi a final? Quem venceu, quem perdeu, quem classificou? … Antes, é preciso ver quais foram as lições e, em cada um o mérito do aprendizado.  O resultado final pode parecer ilógico, mas o futebol nunca teve lógica, é imprevisível e como diria o tricolor Nélson Rodrigues, o sobrenatural de Almeida interferiu no resultado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tabela, certa ou errada, foi adaptada para ajudar aqueles com poucos pontos, zerando tudo para os quatro primeiros classificados terem iguais chances para chegar à final.  Dirão os matemáticos que chegaram, naturalmente à final os dois com o maior número de pontos ganhos.  Sim! Mas porque eles tiveram mais pontos? Porque são os melhores? Não! Foi porque desde o início eles se esforçaram para ter o seu próprio time, seu goleiro, sua palheta … trocaram um jantar em um restaurante barato pelos botões que são praticamente eternos, levantaram o bumbum da cadeira, em frente da televisão e deram um polimento no seu time e dedicaram alguns instantes pensando sobre a melhor forma de distribuir os botões em campo, criaram uma tática própria e disciplinaram suas terças-feiras à noite para um lazer saudável, criativo e inspirador e assim, chegaram ao jogo final e receberam a incomparável recompensa de sentir a indescritível emoção do imprevisível, um momento solene, um momento mágico em que os botões criam vida e você no comando total de seus movimentos, através da palheta dá as ordens ao time em campo.  A concentração é total, o coração tende a disparar, difícil controlar a tremedeira, o frio na espinha … No controle e domínio da mão a responsabilidade e seriedade de um cirurgião, quando o adversário ordena: “ajeita” a respiração para  e volta aliviada com a bola raspando a trave.  À sua frente você vê seu amigo, nestes minutos um terrível adversário, implacável, não perdoa, ajeita o goleiro com  precisão milimétrica, direciona a palheta como se fosse um bisturi, pressiona e lá vai bomba … e a bola, caprichosamente, bate na quina do goleiro, na trave e não entra…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Fluminense do Luiz chegou à final invicto com seis pontos positivos à frente do segundo colocado WIT do Paulo, era o franco favorito, o preferido nas apostas e entre os assistentes, o natural campeão.  Luiz tentava disfarçar o nervosismo, mas estava confiante, afinal em vários jogos virou o placar vencendo com facilidade.  Levou o primeiro gol, empatou em seguida, levou o segundo, empatou novamente e eu que ora lhes escrevo, apenas torcia para o empate.  Ao final do segundo tempo de quinze minutos, disputar os pênaltis e chegar ao merecido titulo de vice-campeão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cronometro disparou o alarme, final de jogo, 2x2.  Alivio para mim, o Aldo comenta: só agora ele deu um sorriso.  O Luiz continuava tranqüilo, comentando o resultado, a torcida ainda do seu lado, a discussão passou a ser como decidir, resolveu-se que, antes dos pênaltis, mais dois tempos, com sete minutos cada.  Eu não tive voz porque já não conseguia falar, a garganta seca, o peso dos meus sessenta anos incomodava as costas e doía nas pernas, mas a adrenalina ajuda nestes casos.  Já conformado, sacrifiquei o que tenho de melhor, o domínio nas trocas de passe para chegar próximo à área, adotei a tática do Luiz, “passou da linha central, chuta” ele mesmo aconselhava antes do jogo, enquanto assitiamos a disputa do terceiro e quarto lugares entre o Aldo (Santa Cruz) e o Gangi G (Cagliari) e ainda o amistoso entre o Henry (Costa Rica) e o Delvio (Palmeiras) … ele dizia: “a chance aumenta” e eu replicava: “chegar próximo da área é mais bonito” e assim fomos para prorrogação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, enquanto aguardava a decisão do grupo, pensava em como comecei no botonismo e olhei para os companheiros, alguns tiveram alguma experiencia anterior e agora, depois de muitos anos, a exemplo do Aldo – o Santa Cruz de Recife – e o Delvio – o Palmeiras de São Paulo - com alguma dificuldade, é verdade, mas avançam instintivamente e sem perceber já fazem jogadas bonitas que certamente estavam bem guardadas no fundo do arquivo desta paixão.  Observo também outros dois que nunca tiveram contato com o nosso bem brasileiro, “Jogo de Botões”, começar sem jeito e em poucos jogos, sem se incomodar com derrotas, já conseguem empates e até vitórias, o Henry da Costa Rica e o Italiano Gangi, dá gosto de ver o esforço em aprender, de tentar o gol e de repente, como recompensa a bolinha se esconde no fundo da rede em gol de veteranos, explodindo o sotaque em gritos, pulos,  uma alegria gostosa de ver em rostos normalmente tão sérios em razão da dura faina diária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um silêncio fora do habitual, damos inicio à prorrogação, e, já que minha mão já dava sinais de tremor, passei a chutar em todas as chances, o Luiz, animado, chegava fácil em frente ao gol e ai então, o inesperado, fiz um gol, daqueles impossíveis, neste momento o sobrenatural entrou em ação, o Luiz começa a perder gols que nunca perderia, a confiança é substituída pelo nervosismo, eu que estava surdo, ouvi lá ao longe o italiano Gangi G elogiar: “&lt;a name="PVW"&gt;golazzo&lt;/a&gt;”, eu só queria o empate e aí, não sei como, de repente, vi novamente a bola lá no gol do Luiz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu amigo não podia acreditar no que via, eu, muito menos, pensei em usar minha habilidade em tocar a bola e aguardar o empate, pois eu tinha certeza que aconteceria logo, logo então alguém disse: “Luiz, você tem cinco minutos para fazer dois gols … acredito que foi a gota para os nervos dele, eu tinha certeza que ele conseguiria, era só torcer para que ele não conseguisse o terceiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente, eu que estava meio anestesiado, ouvi como nos sonhos, lá ao longe, o alarme … fim de jogo … Acabou? Perguntei … Ouvi o Luiz se lamentar com a esposa, “perdi o torneio”.  Eu não contei à esposa, nem explodi ainda minha alegria, mas pode acontecer a qualquer momento quando eu me der conta de que o jogo realmente acabou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas afinal, quem foi o verdadeiro campeão?… Eu afirmo que ninguém perdeu e ninguém conseguiu ganhar dele, pois foi ele, o melhor de todos, o impecável, o incomparável, o incrível criador de emoções, a sublime arte do Futebol de Botões … o ESPORTE, foi, mais uma vez, o verdadeiro CAMPEÃO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parabéns a todos&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24229485223331236-7450980560437088888?l=nytablesoccer.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nytablesoccer.blogspot.com/feeds/7450980560437088888/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=24229485223331236&amp;postID=7450980560437088888' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24229485223331236/posts/default/7450980560437088888'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24229485223331236/posts/default/7450980560437088888'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nytablesoccer.blogspot.com/2007/12/o-esporte.html' title='O ESPORTE'/><author><name>NY TABLE SOCCER</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02588065314139690020</uri><email>futeboldemesa@live.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='18380138135884144068'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24229485223331236.post-1022477203255735597</id><published>2007-12-16T06:22:00.000-08:00</published><updated>2007-12-16T06:24:46.173-08:00</updated><title type='text'>A cera lá de casa</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Cinqüenta anos ou meio século é muito tempo… Nossa rua, lá nos subúrbios da cidade do Rio de Janeiro era de paralelepípedos e inclinada, pois morávamos em um morro lá pelas bandas do Cachambi, onde era comum as meias laranjas. O pequeno terreno de terra batida entre duas outras ruas ladeiradas era nosso campinho, inclinado no comprimento e na largura. Mesmo assim, peladas e torneios eram disputados com muito calor, paixão e muita, mas muita categoria – na época, diríamos: com classe.  O domínio da bola, o drible fácil  imitando Garrincha, Didi, Domingos da Guia, Nilton Santos e outros grandes, aqueles times dos com e sem camisa, dariam hoje um show para quem está acostumado a ver somente muita violência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mesma arte que esbanjávamos com os pés descalços e bolas de meia dedicávamos aos botões.  Lembro bem dos longos papos debaixo das árvores, sentado no meio fio e, ao mesmo tempo, a mão não parava, lixando e lixando no cimento da calçada as fichas de ônibus, pedaços de galatite e casca de coco. O acabamento impecável era conseguido com flanela e a cera "roubada" lá de casa, acho que era a Parquetina, aquela que tinha como desenho um garoto com cara de boboca deslizando num piso encerado. Eu me lembro também a da UFE - União Fabril Exportadora, a do sabão Portuguez, na Av. Brasil... imagine, quebrou!.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As partidas amistosas eram feitas nas mesas das cozinhas, no chão de taco ou no piso de cimento vermelhão… E os torneios? Ah!… Os torneios, estes sim, eram disputados em uma mesa com linhas e tudo… O Sr. Luis Alfaiate, pai do João, é quem patrocinava o prêmio, uma garrafa litro de Coca-Cola, mas às vezes até medalha tinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando penso naquela mesa imensa, fico em dúvida se ela realmente era muito grande ou eu era muito pequeno. Lembro dos colegas, os vizinhos Lelis, o Estevão, o Juarez, os irmãos W, Wilton, Wilson e William e alguns outros também com times de fantástica qualidade artesanal. Nenhum botão era igual ao outro: diâmetros, alturas e materiais diferentes, todos tinham nomes de nossos ídolos e mesmo que vendidos ou trocados o nome permanecia…Belini, Vavá, Puskas, Quarentinha e tantos outros que me falha a memória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje vejo nos muitos sites brasileiros as mesas, as balizas, os goleiros, os botões e as bolinhas!!! Incrível como evoluíram. Vejo extasiado, nas fotos dos sites, times brilhantes dispostos em mesas impecáveis, que merecem ser fotografados, mas eu, aqui nos Estados Unidos, continuo com meu time de casca de coco da Bahia, não tão perfeito como aquele lixado na calçada, não obstante terem sido cortados e polidos com todos os recursos que o Primeiro Mundo oferece.  Mas acredito que falta a flanela peluda e aquela cera lá de casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um grande abraço Botafoguense a todos os que tiveram a paciência de ler as minhas lembranças.&lt;br /&gt; Paulo H Bosco&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24229485223331236-1022477203255735597?l=nytablesoccer.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nytablesoccer.blogspot.com/feeds/1022477203255735597/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=24229485223331236&amp;postID=1022477203255735597' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24229485223331236/posts/default/1022477203255735597'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24229485223331236/posts/default/1022477203255735597'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nytablesoccer.blogspot.com/2007/12/cera-l-de-casa.html' title='A cera lá de casa'/><author><name>NY TABLE SOCCER</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02588065314139690020</uri><email>futeboldemesa@live.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='18380138135884144068'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24229485223331236.post-3200037040150936290</id><published>2007-11-30T15:57:00.000-08:00</published><updated>2007-12-01T14:01:24.325-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;Criança Botonista.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;color:#ffff99;"&gt;Um Futuro Homem de Bem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Interessante o novo link deste nosso site, Futebol de Mesa de Batom. Aqui em NY, há tempos vimos arrigimentando, Senhoras e Senhoritas, para participar do nosso clube, até então, do “Bolinha”. O FuteboldeMesaNews, como sempre, chegou na frente e deu o primeiro pontapé de incentivo ao clube feminino. A mulher, como escreveu Victor Hugo: - ...Mulheres são feiticeiras. Inventam magias e encantamentos, atraem e cativam com um simples olhar. Mulheres são meninas, acreditam em finais felizes. Mulheres são guerreiras, enfrentam a luta com galhardia e não esmorecem mesmo quando cansadas. Mulheres são sábias, trazem em si toda a sabedoria do mundo, ... Mulheres são especiais. Mulheres são os seres mais próximos de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5138789247765725218" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_r68uPJ43VXM/R1ClmCisQCI/AAAAAAAAAAM/QTcFAGfCzhA/s200/Jun06.jpg" border="0" /&gt;Torcida Feminina nos Torneios em NY – Futuras Botonistas, Atuais Campeãs em Simpatia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, feliz por ver que minha idéia, afinal não trazia novidades, vez que elas já praticam o nosso, agora também delas, Futebol de Mesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Li, como leio cada pedacinho do site, todas as informações a respeito e, ao mesmo tempo em que fiquei feliz em ver que elas já estão a caminho e irão com absoluta certeza dar mais brilho ao nosso querido esporte, colaborando cada vez mais com o enorme esforço que é e continuará sendo, o de tirar as crianças da frente dos equipamentos eletronicos, incentivando, ensinando, participando e engrandecendo esta ainda não digitalizada forma de brincar, distrair, competir, divertir e socializar o mundo infantil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, ao mesmo tempo, feliz e triste, triste por ver que alguem com a disposição e criatividade da entrevistada, a professora Ligia Waki (Programa de Desenvolvimento da Criança e do Adolescente), -- a quem tomei a liberdade de copiar um pequeno trecho, o qual me sensibilizou para esta coluna: “Hoje jogamos todos os dias nesses dois campos e ainda no compensado furado. Agora meu sonho é divulgar o esporte entre as crianças e adolescentes da escola, adquirir um jogo oficial para poder jogar na associação de futebol de mesa de campinas e depois realizar um trabalho voluntário em escolas públicas ... futebol de mesa tem sido no meu trabalho uma opção barata de variação de jogos entre as crianças e adolescentes além da grande paixão pelo futebol que todo o brasileiro tem...O futebol de mesa é apaixonante desde o início ao final de cada jogo, porque cada partida é diferente uma da outra”. ... -- que luta com as conhecidas dificuldades, como todo brasileiro, para realizar o seu maravilhoso trabalho, não recebe ajuda de tantos e tantos botonistas que se orgulham de possuir dez, quinze e até coleções de times de botões e que provavelmente nunca usam para o jogo, não se coçarem e aliviarem a consciencia em favor de tantas crianças que certamente ficariam muito gratas e felizes e possivelmente, quem sabe, no futuro, poderão se transformar em campeões e ai, você, poderá se sentir orgulhoso e feliz consigo mesmo em saber que de alguma forma, colaborou para o caráter esportivo e saudável de uma criança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que cada um faça a sua parte e comece hoje a pensar no brasileirinho(a) que ama o país e o futebol como todos nós botonistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peço aos dirigentes do site que promovam uma campanha para arrecadar doações (botões, palhetas, balizas, bolas e até mesas quem sabe) em favor de pessoas como a nossa professora e botonista Ligia Waki.&lt;br /&gt;Daqui, desde já fico à disposição da professora, use meu e-mail e informe como poderei fazer a minha parte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24229485223331236-3200037040150936290?l=nytablesoccer.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nytablesoccer.blogspot.com/feeds/3200037040150936290/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=24229485223331236&amp;postID=3200037040150936290' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24229485223331236/posts/default/3200037040150936290'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24229485223331236/posts/default/3200037040150936290'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nytablesoccer.blogspot.com/2007/11/criana-botonista.html' title=''/><author><name>NY TABLE SOCCER</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02588065314139690020</uri><email>futeboldemesa@live.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='18380138135884144068'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_r68uPJ43VXM/R1ClmCisQCI/AAAAAAAAAAM/QTcFAGfCzhA/s72-c/Jun06.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry></feed>