Thursday, November 27, 2008

De Volta ao Futuro

Quando começamos jogar o Futebol de Mesa aqui nos Hamptons, conjunto de pequenas cidades localizadas, ao sudeste de Long Island, New York, USA – para quem desejar nos localizar no mapa, Southampton – somente haviam dois times de “brinquedo” mas logo, logo, pesquisando na internet descobrimos diversos fabricantes no Brasil e iniciamos a importação de material e times. Esperava com ansiedade os botões que pareciam lindos e eficazes nas fotos mas que na realidade se apresentaram uma grande decepção. Insistindo nas pesquisas, felizmente descobrimos o FuteboldeMesaNews.com.br e por conseguinte o Edu Botões. Por nossa influencia, todos os que realmente se interessaram de inicio, adquiriram com ele, Edu, os botões com a mesma padronização de tamanho e etc... pois acreditava que assim os técnicos se nivelariam aumentando a qualidade dos jogos.

Acertei quanto à qualidade dos botões e continuo a recomendá-los dentro do padrão que, com minha experiencia, acredito serem os melhores e aqueles que com eles jogam, pouco a pouco, com treinamento, disciplina e participação, não decepcionaram fazendo belas partidas e gols cada vez mais difíceis. Hoje temos times com as camisas do Santa Cruz, Fluminense (dois técnicos), Benfica, Botafogo, Palmeiras, América Mineiro e outros a caminho. Difícil descrever a alegria quando recebi meu time do Botafogo com as exatas cores que escolhi, angulações etc.. e também, com eles, consegui bons resultados e alegrias embora à época que com eles jogava, as mesas que construímos e que foram nosso orgulho não se adaptaram e daí, pensávamos que eram os botões e lhes fizemos algumas alterações, sem resultado.

Pesquisando e trabalhando para encontrar soluções, finalmente temos hoje, os campos que acredito, fariam inveja a quaisquer clubes no Brasil, assim como a adaptação nas bolas e, indo mais além, a adaptação da regra 12 toques para atender à dinâmica com que realizamos nossos jogos (confira nossos vídeos clicando no logo no rodapé do nosso blog).

Mas, ... ha sempre um mas ... em verdade nunca consegui me adaptar aos novos botões, respeito a tecnologia, aprecio o lindo design e principalmente o fato de todos os botões destes times deste novo século serem exatamente iguais, permitem que o técnico use quaisquer um em situações de ataque ou defesa com a mesma precisão. Como já relatei em outras colunas, lá antigamente, no meu tempo, todos tínhamos times onde raramente haviam dois botões exatamente iguais e mais ainda, no meu caso eram botões de coco misturados com outros de galalite e fichas de ônibus, portanto, diversos tamanhos, alturas, ângulos de bainha e, naturalmente, peso que interfere fundamentalmente no desempenho técnico.

O meu time atual, todos de casca de coco “importados” da Bahia e carinhosamente por mim confeccionados usando os modernos recursos de ferramentas facilmente disponíveis aqui neste pais que se intitula primeiro mundo, todos os meus pupilos têm, em conseqüência, pesos, alturas e angulações diferentes mas como foi com botões similares que joguei anos e anos somente me sinto à vontade com eles, fazendo jogadas que dão alegria e impressionam a quem assiste, entretanto, à exceção de gols para os quais é sempre necessário determinados botões para cada situação e ainda, cada um necessita de pressão e angulação de palheta especifica e embora sejam quase sempre um colírio, enfrentar quem pode chutar sempre com da mesma maneira, a desvantagem é enorme.

Então, pensei e tentei experimentar voltar para o futuro usando meus botões de fábrica, iguais aos demais aqui existentes nivelando as chances nos chutes a gol. Não deu certo, eles não me obedecem, não conseguem fazer as mesmas jogadas, lances em profundidade, o toque sutil, as bolas de efeito, as recuperações seguras mesmo dentro da área, as viradas e passes precisos. Tenho tudo o que preciso, o time dos meus sonhos, nos entendemos perfeitamente e não desperdiçamos nenhuma jogada mas o gol ... o gol eles insistem que não gostam de chutar por chutar, fazer gols somente para vencer, e quem deve chutar em gol são os atacantes e nem sempre eles estão em boa posição ou estão marcados com rigor pois alguns adversários já perceberam o nosso ponto fraco.

Apos muita reflexão, ponderando os pros e contras, decidimos não voltar ao futuro, permanecer fiel aos bons tempos do passado e não se aviltar com o presente que não nos pertence.

Em breve, anunciaremos no blog o nosso futuro, futuro que eu, técnico, e meus inseparáveis jogadores de coco tomaremos.

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